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Enfermeiros não usurpam funções, diz Ordem em resposta a técnicos de diagnóstico

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

A Ordem dos Enfermeiros afirma que as competências dos profissionais estão definidas há muitos anos e que não há usurpação de funções de outras profissões, em resposta a críticas dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.

O Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) considerou hoje que os enfermeiros estão a "cavalgar as competências de outros profissionais", realizando exames para os quais não estão preparados.

"Nada do que os enfermeiros realizam pode ser considerado usurpação de funções. Continuamos a fazer exatamente o que sempre fizemos em termos de competências. As competências dos enfermeiros estão definidas há muitos anos", afirmou a bastonária dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, em declarações à agência Lusa.

A bastonária atribui as críticas do Sindicato dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica a uma necessidade de ter visibilidade, considerando que parece estar a existir "uma tendência em algumas classes" de falar sobre os enfermeiros.

"Os sindicatos não regulam competências, assim como as ordens não decretam greves", lembrou ainda Ana Rita Cavaco.

Hoje, na comissão parlamentar de Saúde, o presidente do Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) denunciou o que considera ser uma "estratégia de laço ou de aperto" por parte dos enfermeiros, que "se vão desmultiplicando na criação de especialidades".

Almerindo Rego deu aos deputados o exemplo da medicina de trabalho, onde diz haver enfermeiros a realizar exames que são da competência de outros profissionais, como audiogramas, eletrocardiogramas ou mesmo análises clínicas.

"No Serviço Nacional de Saúde são múltiplas as críticas e as queixas sobre isto", disse Almerindo Rego em declarações à agência Lusa no final da comissão parlamentar de Saúde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, os enfermeiros não têm competência para realizar eletrocardiogramas ou análises porque "não têm a necessária capacidade de interpretação científica".

"Não é só executar um exame. Nós temos de ter conhecimento crítico sobre o trabalho produzido e nós somos responsáveis pela validação do nosso próprio trabalho", afirmou o responsável.

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