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Enviado da ONU para Chipre promete que não vai desistir das negociações

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Administrator

A ONU não vai abandonar os seus esforços negociais sobre a reunificação de Chipre apesar do fracasso da cimeira internacional em julho para terminar com a divisão da ilha, garantiu hoje em Nicósia o enviado especial da ONU.

"Não conseguimos reunir as partes em torno de um acordo final. Foi um golpe para todos, e a questão é 'o que podemos fazer agora?'", declarou Espen Barth Eide.

O enviado especial da ONU regressou à ilha para as suas primeiras conversações com os dirigentes cipriotas turco e grego desde o falhanço da cimeira de Crans Montana, na Suíça, em 07 de julho.

"Estou aqui para partilhar as minhas impressões com os dirigentes, para entender o que eles pensam e o que pretendem que façamos", explicou após um encontro com o Presidente de Chipre, Nikos Anastasiades.

"Eu não abandono, a ONU não abandona, mas em simultâneo não pretendo criar ilusões", acrescentou.

Após um encontro com o dirigente cipriota turco, Mustafa Akinci, considerou que o processo de negociações, desencadeado em 2015, está "numa numa fase de arrefecimento".

"Não escutei nada que possa sugerir que alguma coisa vai passar-se num futuro próximo", declarou Barth Eide.

Com cerca de um milhão de habitantes, Chipre está dividida desde a invasão da parte norte da ilha pelo exército turco em 1974, numa reação a um fracassado golpe de Estado que pretendia a união do país à Grécia (Enosis).

Desde então que a República de Chipre, admitida na União Europeia (UE) em 2004, apenas exerce a sua autoridade na parte sul da ilha (63% do território), onde habitam os cipriotas gregos.

Os cipriotas turcos estão concentrados na autoproclamada República Turca de Chipre do Norte (RTCN, apenas reconhecida por Ancara), onde a Turquia mantém cerca de 35.000 soldados.

As negociações diretas para a reunificação da ilha do mediterrâneo oriental, mediadas pela ONU têm registado desde 2015 progressos significativos. No entanto, encontram-se de novo paralisadas após o fracasso da recente ronda negocial na Suíça.

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