Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

ERC avisa que Parlamento catalão irá tentar manter referendo a 01 de outubro

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Administrator

O porta-voz adjunto da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Gabriel Rufián, afirmou hoje que o Parlamento catalão irá utilizar "todas as ferramentas ao seu alcance" para confirmar a realização do referendo independentista na Catalunha a 01 de outubro.

É preciso fugir do "quadro mental" de quem acredita que "votar é ilegal", afirmou o deputado catalão em declarações à radio RNE, citadas pela EFE, sublinhando que 80% dos catalães querem votar, pelo que considera "lícita" a realização do referendo e o Parlamento catalão irá utilizar "todas as ferramentas ao seu alcance para defender os seus interesses".

O referendo não será evitado "atirando a Constituição à cabeça dos catalães", acrescentou. "Uma democracia é uma urna, tudo pode ser votado em democracia. Todo aquele que acreditar que no próximo dia 01 de outubro não se vai votar que espere: há um monte de gente que quer fazê-lo e isso é imparável", reforçou.

Rufián disse também que o Tribunal Constitucional espanhol suspendeu a reforma do regulamento do Parlamento catalão, que aceleraria a convocatória do referendo, porque se "lembra muito" de alguns artigos da Constituição e se "esquece de outros".

Para o deputado catalão, a suspensão da reforma do regulamento do Parlamento catalão pelo Tribunal Constitucional -- na sequência do recurso apresentado pelo Governo de Madrid -- mostra que é "dramaticamente normal" que Mariano Rajoy "ameace ou ponha o Estado contra o que as pessoas votam na Catalunha", porque "continua a ganhar eleições".

O Tribunal Constitucional espanhol decidiu na passada segunda-feira suspender de forma cautelar a reforma aprovada pelo parlamento regional da Catalunha, que pretendia facilitar o referendo de 01 de outubro próximo sobre a independência da região.

Os magistrados concordaram por unanimidade em pronunciar-se sobre o recurso apresentado pelo Governo espanhol, o que implica a suspensão automática da lei regional, tendo agora cinco meses para darem um parecer definitivo sobre a questão de fundo.

A reforma, considerada ilegal pelo executivo de Mariano Rajoy, permitiria a aprovação através de um processo de leitura única da lei que irá enquadrar o referendo independentista de 01 de outubro, assim como a lei de transição jurídica.

A lei regional, adotada na quarta-feira da semana passada por 72 votos num total de 135 parlamentares regionais, permitiria aprovar a norma de convocação do referendo através de um procedimento acelerado, com apenas um debate em assembleia, sem passagem pela comissão parlamentar nem propostas de emendas.

Os juristas do parlamento regional já se tinham pronunciado contra a reforma e a oposição aos separatistas, tanto de esquerda como de direita, apoiou essa posição.

Os independentistas pretendiam adotar a lei que convocará o referendo apenas com um debate a partir de meados de agosto.

Um inquérito realizado pelo governo regional da Catalunha revela que os partidários da independência desta região espanhola desceram para 41,1% e os que são contrários à autonomia subiram para 49,4%.

O estudo, feito na região pelo Centro de Estudos de Opinião (CEO) do governo catalão (Generalitat) a dois meses do hipotético referendo, indica que, em relação à última sondagem, feita em março, os votantes no "sim" à independência baixaram de 44,3% para 41,1%, enquanto os do "não" aumentaram de 48,5% para 49,4%.

O presidente do governo regional da Catalunha anunciou a 09 de junho último a realização de um referendo sobre a independência desta região de Espanha a 01 de outubro próximo.

Na altura, Carles Puigdemont também assegurou que o executivo regional "se compromete a aplicar" o resultado do referendo.

O Governo de Madrid assegura que é "ilegal e inegociável" a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha e garante que isso não irá acontecer.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com cerca de 7,5 milhões de habitantes, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas, mas tem vindo a subir de tom nos últimos anos.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon