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Espanha. Presidente da Federação e filho com fianças milionárias

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/07/2017 Alcides Freire
© EPA/SEBASTIEN NOGIER

Em causa estão alegados benefícios concedidos a empresas do filho de Ángel Villar, relacionados com jogos internacionais disputados pela seleção espanhola de futebol com outras equipas congéneres.

O presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, terá de pagar uma fiança de 300 mil euros para poder deixar a prisão, decretou esta segunda-feira um juiz. Para o filho do líder da RFEF, Gorka Villar, o juiz decretou uma fiança de 150 mil euros, enquanto o vice-presidente do organismo Juan Padrón terá de pagar 300 mil euros.

Ángel María Villar foi detido na manhã de 18 de julho pela polícia espanhola, juntamente com o seu filho Gorka Villar, o vice-presidente Juan Padrón e o secretário da federação, Ramón Hernández Bassou, numa operação policial denominada Soule - uma referência a um jogo de origem francesa cujas origens remontam à Idade Média.

As forças especiais da Guardia Civil (UCO) responsáveis pela investigação e combate às formas mais graves de delinquência e do crime organizado desconfiam que Ángel María Villar e o seu filho, Gorka Villar, realizaram operações em proveito próprio e em prejuízo dos cofres da RFEF.

Villar, de 67 anos, que lidera o futebol espanhol há mais de três décadas, e os restantes responsáveis da RFEF são suspeitos de administração desleal, apropriação indevida, corrupção entre particulares, falsificação de documentos e ocultação de bens, crimes relativos à organização de partidas internacionais.

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