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Especialistas defendem mais educação nas escolas sobre segurança rodoviária

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/09/2017 Administrator

Introduzir nos currículos escolares a questão da segurança rodoviária é uma forma de sensibilizar e diminuir o índice de sinistralidade, defenderam hoje os participantes numa conferência sobre o tema, em Cascais, Lisboa.

Numa iniciativa que juntou especialistas do setor, no âmbito do Dia Europeu Sem Mortos Nas Estradas, que hoje se assinala, Paulo Areal, da organização, defendeu mais educação sobre a matéria, até porque Portugal tem uma média de mortos nas estradas de 57 casos por um milhão de habitantes, quando a média europeia pouco ultrapassa os 51 casos.

Paulo Areal é presidente da Associação Nacional de Centros de Inspeção Automóvel (ANCIA) e em declarações à Lusa disse que tem discutido com o Governo a necessidade de serem feitos "alguns ajustes em termos técnicos", tornando a inspeção mais rigorosa.

E defendeu a obrigatoriedade da inspeção de motociclos, acrescentando que houve um "aumento gigantesco do número de mortos com motociclos". "Nesta fase, não fazer a inspeção a motos é uma questão política", afirmou.

Questionado pela Lusa Paulo Areal considerou prematuro falar de segurança rodoviária conseguida através de veículos autónomos, uma posição idêntica à do presidente da Associação Estrada Mais Segura, João Queiroz, que também à Lusa disse: "não sei qual a capacidade que temos de controlar veículos autónomos".

Já José Manuel Trigoso, presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), admitiu à Lusa que será mais segura a condução automática. "Vai demorar muitos anos mas acredito que sim", disse, explicando que teoricamente os erros do sistema serão em muito menor número do que atualmente os erros dos condutores.

Questões como o álcool, a distração ou a fadiga intervêm em todas as etapas da função condução e diminuem a capacidade do ser humano, salientou.

Numa conferência cheia de números "assustadores" ou "aterradores", nas palavras dos intervenientes, sobre mortes nas estradas o dia foi também de otimismo, com o comandante da Unidade Nacional de Trânsito da GNR, Lourenço da Silva, a dizer que é possível diminuir o número de mortos nas estradas e sublinhando a importância de iniciativas conjuntas.

Jorge Jacob, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, relembrou que o número de mortos nas estradas melhorou "bastante" ao longo dos anos e disse acreditar que esta é uma tendência que se vai manter em 2017, apesar do aumento no primeiro semestre.

No mesmo sentido, Carlos Marques, diretor do Fundo de Garantia Automóvel, considerou que o futuro pode ser "muito melhor", desde que haja uma maior aposta na sensibilização, educação e fiscalização, acrescentando que este trabalho deve envolver Governo, forças de segurança e sociedade civil.

A conferência foi promovida pela ANCIA e pela Associação Estrada Mais Segura.

O dia que hoje se assinala foi criado pela rede de polícias de trânsito da Europa (European Traffic Police Network, TISPOL), que em Portugal é representado pela GNR.

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