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Espetáculo "Libertação" estreia-se no Maria Matos e encerra ciclo sobre colonialismo

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/09/2017 Administrator

A companhia Hotel Europa estreia em outubro, no Teatro Maria Matos, o espetáculo "Libertação", no âmbito de um ciclo para refletir o colonialismo português, que inclui a reposição de "Portugal Não é um País Pequeno" e "Passa-Porte".

O espetáculo é da autoria do encenador e ator André Amálio e divide-se em três partes, a última das quais - "Libertação" -- será estreada em Lisboa entre 12 e 15 de outubro, encerrando o ciclo "Descolonização", dedicado ao colonialismo português, anunciou a Hotel Europa.

O trabalho de André Amálio integra-se na sua tese de doutoramento em Teatro Documental, que alia a investigação académica à criação artística, e as duas primeiras partes - "Portugal Não é um País Pequeno" e "Passa-Porte" -- têm sido levadas ao palco desde 2015.

Agora, pela primeira vez, é possível assistir ao ciclo completo, com a reposição de "Portugal Não é um País Pequeno" (2015) e "Passa-Porte" (2016), no Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada, dias 22 e 29 de setembro, respetivamente, antes de, a 06 de outubro, se realizar a antestreia de "Libertação".

A primeira peça centra-se na ditadura e na presença portuguesa em África, ao passo que a segunda foca as alterações de nacionalidade decorrentes dos processos de independência de Angola e Moçambique, em particular na forma como a sociedade portuguesa recebe estes novos cidadãos.

Em "Libertação", a companhia propõe-se estudar as consequências que os movimentos de libertação nacional tiveram na sociedade portuguesa, nomeadamente o seu contributo para a queda da ditadura em Portugal.

André Amálio debruça-se sobre "o mais traumático episódio da história recente: a Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial, como ficou conhecida em Portugal".

"A partir da perspetiva de nacionalistas africanos, a peça descreve e analisa o movimento das independências em África, para melhor entender o caso do Colonialismo Português no contexto mundial, o impacto destas guerras em Portugal e a sua contribuição para a queda do Estado Novo", explicam os criadores em comunicado.

O espetáculo constrói-se, assim, não apenas a partir das entrevistas feitas aos participantes na luta pela independência de Angola, da Guiné e de Moçambique, mas também a partir da investigação levada a cabo sobre a guerra colonial e os discursos de figuras como António Oliveira Salazar, Amílcar Cabral, Marcello Caetano, Eduardo Mondlane, Agostinho Cabral, Holden Roberto, Jonas Savimbi e Samora Machel.

"Libertação" tem coautoria da artista Tereza Havlicková (que juntamente com André Amálio formou a Companhia Hotel Europa) e conta com interpretação do encenador, de Lucília Raimundo e de Nelson Makossa.

No dia 13 de outubro, haverá ainda lugar para uma conversa, após o espetáculo, sobre os movimentos de libertação africanos, com André Amálio, Miguel Cardina, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Beatriz Dias, da Djass - Associação de Afrodescendentes.

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