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"Esta é a oportunidade de ouro para Portugal"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/06/2017 Hugo Monteiro

Wynton Rufer, 54 anos, é a maior figura de sempre do futebol da Nova Zelândia. Foi no Werder Bremen que se destacou e ganhou os principais títulos na carreira. Após arrumar as chuteiras regressou ao país natal, que não se cansa de gabar como um dos mais belos do mundo, mas continua ligado ao futebol e atento ao desporto que adora.

Que balanço faz para já desta Taça Confederações?

- Em termos de organização, acho que tem sido importante para a Rússia preparar o grande evento do próximo ano que é o Mundial. Em termos competitivos, penso que nem todos os participantes deram à prova a importância de uma grande competição. Falo, sobretudo, da Alemanha, que trouxe uma equipa muito desfalcada das suas grandes figuras. Ao passo que Portugal e Chile, claramente, estão a demonstrar que vieram para ganhar.

Vê Portugal sair como campeão?

- Portugal é um dos favoritos, senão mesmo o principal. No ano passado foi campeão europeu com alguma surpresa, não era favorito, agora é diferente. Esta é a oportunidade de ouro para a vossa seleção triunfar, embora a partir das meias-finais tudo pode acontecer, até porque o vencedor pode até ser decidido em penáltis. De certeza que Portugal vai passar o grupo e vamos ver se a Rússia consegue ganhar ao México para se apurar. No Grupo B, deverão passar o Chile e a Alemanha e, para mim, os chilenos e os portugueses estão um pouco acima dos restantes. Mas atenção, ganhar a Taça das Confederações não significa que se ganhe o Mundial seguinte, a história mostra-nos que isso nunca sucedeu.

© Maxim Shemetov/Reuters

Há uma responsabilidade maior de Portugal nesta prova não só pelo facto de ser campeão europeu, mas também porque a campeã mundial Alemanha veio desfalcada?

- Portugal e a Rússia, que joga em casa, apresentaram-se na máxima força e têm pressão de realizarem uma boa prestação. No caso da vossa seleção, quando se tem um jogador como Cristiano Ronaldo, essa responsabilidade de vencer aumenta. Para mim a surpresa é precisamente essa, ele estar presente, porque deveria descansar, meter férias, como qualquer ser humano.

A Nova Zelândia é o último adversário de Portugal, o que espera deste jogo, até tendo em conta a exibição dos All Whites contra o México?

- Imagino que o selecionador de Portugal faça uma série de mudanças na equipa a pensar nas meias-finais e no cansaço acumulado por alguns jogadores. Se calhar o Cristiano Ronaldo vai descansar? Mas o ataque de Portugal é muito bom e talentoso. Tem Nani, André Silva - que foi muito importante no jogo com a Rússia -, Quaresma deve voltar ao onze depois de ter sido extraordinário e um dos melhores contra o México... Há ainda o Gelson Martins, mais um jogador muito rápido e habilidoso. Enfim, não faltam soluções a Portugal no ataque e, tenho esperança que pelo menos não dê uma goleada. A Nova Zelândia, já sabemos, como se viu contra o México, é uma equipa muito combativa, com limitações, mas que deixa tudo em campo.

Que importância tem esta prova para a Nova Zelândia?

- A prioridade é ganhar experiência e preparar a equipa para tentar chegar ao Mundial, isso é o mais importante. Aqui está a jogar com menor pressão do que fará nos play-off para o campeonato do mundo. O sonho é repetir o apuramento para o Mundial como em 2010. É para isso que esta equipa se prepara. Mas se tivesse terminado a qualificação na CONMEBOL, iria defrontar a Argentina! Não é o adversário mais conveniente. Seja quem for, será difícil. Não há equipas fracas na América do Sul. Será um play-off intercontinental muito complicado para nós, isto, claro, se passarmos o play-off da Oceânia que vamos jogar com as Ilhas Salomão.

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