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Estado da Nação: BE recusa "cheques em branco" e promete luta "pelo que falta fazer"

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que, depois de dois anos da "força determinante da esquerda no parlamento", as "pessoas estão melhor" e, recusando passar "cheques em branco", prometeu passar "lutar pelo que falta fazer".

"Em breve fará dois anos esta maioria parlamentar e a força determinante da esquerda no parlamento. Sabemos que o país está melhor porque as pessoas estão melhor, mas não nos resignamos aos hábitos de política velha que persistem, não deixamos de lutar pelo que falta fazer - e falta quase tudo - nem passamos cheques em branco", defendeu Catarina Martins.

No debate do estado da Nação, a coordenadora bloquista argumentou que é preciso "coragem contra interesses poderosos" e defendeu a "reconstrução da contratação coletiva", recuperar o pagamento de horas extraordinárias e "acabar com o abuso do banco de horas", a concretização do processo de regularização de precários no Estado e força no combate à precariedade também no privado.

As "rendas excessivas" que persistem na energia, a reversão da privatização dos CTT, travar o despedimento coletivo na PT, fazer uma reforma da floresta que contenha o eucalipto, foram outras matérias apontadas por Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco questionou "os objetivos de défice a que o Governo se impôs", que além do previsto no quadro europeu, reiterando que "1600 milhões de euros de diferença entre o défice necessário para sair do procedimento por défice excessivo e o défice registado efetivamente", foi quanto custou o elogio ao ministro das Finanças, Mário Centeno, pelo ministro alemão Wolfgang Schauble.

Catarina Martins distribuiria esta verba em investimento no serviço nacional de saúde (800 milhões), obras urgentes em escolas degradadas (300 milhões), contratação de auxiliares de educação (30 milhões), requalificação da ferrovia (400 milhões), duplicação de equipas de sapadores florestais (20 milhões de euros).

"Teria sido possível um outro investimento em áreas onde sobram proclamações e falta orçamento, da cultura à ciência", sublinhou.

Pelo CDS-PP, o deputado Telmo Correia desenvolveu os temas já apontados pela líder, Assunção Cristas, sobretudo a tragédia de Pedrogão Grande e o roubo de armamento em Tancos, a que se somam as exonerações de três secretários de Estado.

Segundo Telmo Correia, a conclusão é que este é "um Governo a cair às peças, sem rei nem roque".

"Desapareceu o político tarimbado e experiente, e o decisor rápido e inflexível. Bem pelo contrário, o que sobrou foi falta de liderança, e isso afeta a confiança dos portugueses", defendeu, referindo-se ao primeiro-ministro, António Costa.

O deputado centrista considerou que "o Governo chega a este debate com muito pouco" e, atacando as cativações, acusou o executivo de apresentar os níveis de investimento mais baixos de sempre.

Antes, a deputada do PS Jamila Madeira tinha dedicado uma intervenção essencialmente a questões de simplificação administrativa, apontando as inovações na entrega do IRS eletrónico, a iniciativa "nascer cidadão", as receitas médicas sem papel.

A parlamentar socialista destacou ainda, da ação do Governo, o acesso a manuais escolares gratuitos e a reabertura de 20 tribunais.

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