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Estado da Nação: Um ano de debates quinzenais com "casos", duelos e números

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/07/2017 Administrator

Os debates quinzenais no parlamento foram, no ano que termina com o debate do estado da Nação, palco para o Governo apresentar resultados, arena para "duelos" políticos com a oposição e para os parceiros da esquerda deixarem avisos.

Nas vésperas do debate do estado da Nação, com que encerra a sessão legislativa, a Lusa foi rever os debates e fazer uma análise aos temas mais abordados, com mais ou menos calor, com mais ou menos polémica.

E a primeira conclusão é que as questões económicas, como o défice ou o endividamento, tiveram muita relevância, a par do debate sobre os "casos" mediáticos e notícias do dia, da agenda política imediata, de Almaraz aos atentados de Londres, da dívida à eleição de António Guterres para secretário-geral da ONU.

Os debates foram muitas vezes acesos, em especial o de 08 de março, em que o líder do PSD acusou o primeiro-ministro de "enlamear" o anterior executivo, recusando Pedro Passos Coelho qualquer responsabilidade na saída de 10 mil milhões de euros para 'offshore'.

O líder do PSD apontou a António Costa, acusou-o de lançar insinuações e lamentando que o primeiro-ministro não peça desculpa por tentar "enlamear" o executivo PSD/CDS-PP.

Na resposta, Costa afirmou-se surpreendido pela "desfaçatez" de Passos, reclamando igualmente um pedido de desculpas, e invocou notícias publicadas segundo as quais terá sido insultado durante uma reunião da bancada social-democrata.

"Mal-educado", clamou o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro para Costa, que respondeu: a bancada do PSD "anda ressabiada".

A partir daí, os debates baixaram de tom. E o mais sereno acabou por ser, a 28 de junho, com o país ainda abalado pelas 54 mortes nos incêndios de Pedrógão Grande.

Os partidos da oposição evitaram trocar acusações graves, reconhecendo culpas pelo estado da floresta espalhadas pelo tempo e por governos de vários partidos e não se ouviu qualquer pedido de demissão da ministra da Administração Interna.

Se este foi o momento mais tenso, no polo oposto esteve o debate quinzenal a seguir aos incêndios de Pedrógão Grande, em junho, que fez 64 mortos, mais de 250 feridos e milhões de prejuízos.

Os partidos, incluindo o PSD, admitiram as "culpas" de sucessivos governos pelo estado da floresta e prometeram cooperação para encontrar soluções. E o Governo também prometeu abertura para negociar essas soluções.

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