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Estados devem ser inteligentes para não começarem guerra informática - Kaspersky

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Administrator

O empresário russo Eugene Kaspersky, proprietário da empresa homónima de segurança informática, "espera que os Estados sejam inteligentes o suficiente para não começarem uma guerra cibernética".

Em entrevista ao jornalista Javier Caamaño, da agência Efe, Kaspersky adiantou que os criminosos de alto nível na internet falam inglês, russo e chinês. Os que falam português são de nível inferior.

Fundador e diretor-geral de uma das empresas de antivírus mais importante do mundo, a Kaspersky Lab, que se encontra de visita a Buenos Aires para participar na sétima Cimeira de Analistas de Segurança, assegurou que no atual mundo hiperligado o prejuízo de um ataque cibernético "pode ser inesperado".

Como exemplo, Kaspersky falou do 'Wannacry', um programa informático que em maio paralisou milhares de equipamentos a nível mundial, desenhados por "uns miúdos pequenos", que nem sequer tinham a intenção de fazer mal, disse.

"O efeito de uma ciberarma é imprevisível" garantiu, acrescentando que muitos países já têm armas deste tipo "prontas para usar".

Não obstante, Kaspersky confessou que o que mais o preocupa, "o pior cenário possível", é o ciberterrorismo: "Os criminosos profissionais estão a trabalhar com os terroristas, e eu receio isso".

O propósito dos crimes informáticos entre nações é a espionagem, "roubar informação", e os piratas que o fazem falam "principalmente" inglês nativo, russo e chinês, a uma grande distância dos outros idiomas que a Kaspersky Lab deteta nos ciberataques.

Mas a maioria dos ataques, "massivos, mas não muito complicados", são realizados por "delinquentes primitivos, principiantes ou de nível médio", que falam chinês, castelhano, português, russo, um inglês básico ou turco, disse Kaspersky.

Além da espionagem ou da delinquência de baixa sofisticação, este empresário apenas tem notícia de "uma dezena de grupos criminosos", com alguns dos quais travou as suas principais batalhas no ciberespaço, que são capazes de desenvolver programas maliciosos "muito profissionais e efetivos".

Dedicado à cibersegurança desde que um vírus infetou o seu computador em 1989, Eugene Kaspersky sublinhou como desde então se multiplicaram e evoluíram em complexidade os delitos informáticos na rede: "Nos anos 1990, o cibercrime quase não existia. Existiam apenas uns jovens fanáticos que escreviam códigos maliciosos para se entreterem e perderem tempo".

Depois, ironizou, "desapareceram nos anos 2000, porque se inventaram os videojogos".

Para o futuro, declarou-se preocupado com a combinação de crime tradicional e informático. "Não é o futuro. Já existe. Mas receio que no futuro os ataques sejam mais organizados".

Como conselho geral para os utilizadores, Kaspersky avisou que "não acreditem em todas pessoas na internet, tal como fazem na rua".

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