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"Estou como o vinho do Porto"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/06/2017 Alcides Freire

Melhor marcador da II Liga da época passada sente-se "bem" aos 36 anos e está pronto para continuar a fazer golos na I Liga

Trabalho, dedicação, experiência e, claro, a ajuda e a qualidade dos colegas. São estas as razões enumeradas por Jorge Pires a O JOGO para explicar o sucesso, poucos dias depois de ter renovado até 2019 pelo Portimonense. A entrevista com o melhor marcador da última edição da II Liga começou, inevitavelmente, pelos elogios do treinador.

Vítor Oliveira disse que o "Pires fez uma época absolutamente fantástica". O que sentiu ao ouvir o treinador dizer isto?

É sempre bom ouvir elogios de um treinador muito conceituado, que tem um currículo que fala por ele e cujo trabalho é reconhecido por todos. É muito bom ouvir isso.

© Fornecido por O jogo

Na verdade, nunca tinha marcado tantos golos...

Foi a minha melhor época. Correu tudo bem, tanto a nível pessoal como coletivo, e fiz 23 golos, quando o máximo era 22, no Moreirense. O êxito da equipa veio mesmo a calhar, depois da desilusão do ano passado.

Houve alguma receita especial para marcar tantos golos?

O trabalho e o feeling para estar no sítio certo. E também a experiência, naturalmente, bem como os jogadores que estão ao nosso lado e nos ajudam. Isso faz a diferença. Contei com colegas de grande qualidade, cujo trabalho teve reflexos diretos nos meus golos.

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Espera continuar a marcar na I Liga...

Espero que sim. Na II ou na I Liga quero é marcar golos e acho que vou continuar a marcar. É um campeonato dificílimo, mas estou aí para o que der e vier.

Foi o único do plantel a fazer todos os jogos. Aos 36 anos, qual é o segredo?

O segredo é o trabalho, o estar focado, e, sobretudo, levar muito a sério a nossa profissão. Dando o melhor, as coisas têm mais probabilidade de acontecer. Felizmente, repito, correu tudo bem.

Não se sentiu cansado?

Se calhar, foi mais a nível psicológico, face à quebra na segunda volta, que, porém, não significou mais do que isso. Fisicamente, senti-me sempre bem. Como se costuma dizer, estou como o vinho do Porto.

Renovou por mais dois anos. É sinal de que está aí para as curvas?

É sinal de que as pessoas gostam do meu trabalho, que estão contentes e atentas, que reconhecem a época que fiz e a pessoa que sou. É muito bom e agradeço a todos que me dão ainda maior confiança.

Pronto para jogar até aos 38 anos?

Enquanto me sentir bem, física e psicologicamente, serei capaz de cumprir as próximas épocas. Caso contrário, serei o primeiro a parar.

Rui Costa, avançado contratado ao Varzim, afirmou que ia para o Portimonense "aprender com o Pires". O que sentiu ao ouvir esta declaração?

É bom sinal saber isso. É sinal que gosta e, sobretudo, que é humilde. Pode contar comigo. Eu também aprendo, continuo a aprender, mesmo com os mais novos.

Um ano depois de falhar a subida na última jornada, Portimonense conseguiu o regresso à I Liga. O trabalho deu frutos...

Como já disse, este clube merece a I Liga. No ano passado, foi muito duro o jogo final. Uma desilusão imensa. As pessoas que nos apoiaram mereciam o melhor este ano, e isso foi um sentimento forte. Conseguimos com muito trabalho e dedicação.

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