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Estratégia de Portugal para crédito malparado "vai na direção certa" - Moscovici

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, afirmou hoje em Lisboa que a estratégia de Portugal para resolver o problema do elevado crédito malparado nos bancos "é ambiciosa e vai na direção certa".

Sem comentar "medidas específicas que estão a ser seguidas pelas autoridades portuguesas", seja pelo Governo seja pelo banco central, Pierre Moscovici sublinhou que "o rácio dos créditos malparados está a reduzir-se" e isso "é obviamente uma boa notícia".

"Acho que a estratégia de Portugal em relação ao malparado é ambiciosa e vai na direção certa", defendeu o comissário francês em conferência de imprensa hoje em Lisboa, depois de se ter reunido com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e com a administradora do banco central Elisa Ferreira.

Moscovici disse ainda que "a Comissão Europeia deve pensar numa maneira europeia de lidar com os créditos malparados", porque este "não é só um problema português, nem é sobretudo um problema português, é um problema europeu".

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros afirmou que, na reunião desta manhã com os dois responsáveis do Banco de Portugal, "não houve nenhum debate sobre um 'banco mau', considerando que foram "conversações muito positivas" que o convenceram de que as autoridades portuguesas têm "vontade de resolver este problema e de seguir uma estratégia ambiciosa".

"O meu sentimento é que o banco central de Portugal é metódico, estratégico nesta questão dos créditos malparados. A estratégia seguida por Portugal é uma boa estratégia", reiterou.

No início de junho, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou no parlamento que houve uma reunião entre o Ministério das Finanças, o Banco de Portugal e os três maiores bancos para preparar uma solução para o crédito malparado.

Da parte dos bancos, vários presidentes de instituições têm afirmado que um veículo especificamente para o malparado não é necessário, mas caso seja criado irão avaliar se vale a pena recorrer a ele.

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