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Estreia do filme "A fábrica de nada" de Pedro Pinho anunciada para 21 de setembro

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/08/2017 Administrator

"A Fábrica de Nada", filme assinado por Pedro Pinho, tem estreia comercial marcada para 21 de setembro, em salas portuguesas de cinema, anunciou hoje a produtora Terratreme.

De acordo com a produtora, as salas de estreia serão anunciadas a breve prazo.

Estreado no Festival de Cannes, no passado mês de maio, "A fábrica de nada" venceu então o Prémio Fipresci, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, a que se seguiu o prémio CineVision, em junho, em Munique, para melhor novo filme.

"A fábrica de nada", com três horas de duração, é interpretado por atores e não atores e segue a vida de um grupo de operários que tentam segurar os postos de trabalho, através de uma solução de autogestão coletiva, e evitar, assim, o encerramento de uma fábrica.

Pedro Pinho assina a realização, mas o filme de ficção foi construído em conjunto com Luísa Homem, Leonor Noivo e Tiago Hespanha, a partir de uma ideia de Jorge Silva Melo e da peça de teatro "A fábrica de nada", de Judith Herzberg.

No festival de Munique, o júri considerou o filme "um drama comovente, um musical peculiar, um documentário preciso, um ensaio desafiador -- compre quatro por um com este excelente filme em tempos de turbo capitalismo".

Em Cannes, o filme de Pedro Pinho foi considerado também o melhor de todas as secções do festival, de acordo com a soma final dos críticos presentes no evento, sendo só superado pela série televisiva "Twin Peaks", de David Lynch.

"A fábrica de nada" teve estreia mundial na Quinzena dos Realizadores, secção paralela do Festival de Cannes.

Na história desta secção, Pedro Pinho foi o segundo realizador português a receber o prémio da crítica, depois de Manoel de Oliveira, em 1997, com "Viagem ao Princípio do Mundo".

Em Cannes, o diretor artístico da Quinzena dos Realizadores, Edouard Waintrop, destacou "A fábrica de nada" pelo "uso de uma variedade incrível de géneros cinematográficos: é praticamente um 'thriller' no início, tornando-se íntimo, político, social, fazendo um breve desvio para a comédia musical."

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