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Estreia moderna de "Requiem à Memória de Camões", de Bomtempo, com instrumentos de época

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

A estreia moderna com instrumentos de época do "Requiem à Memória de Camões", de João Domingos Bomtempo, realiza-se hoje, na Sé de Castelo Branco, e no sábado é apresentado no Mosteiro de Alcobaça, no âmbito do Festival CisterMúsica.

A apresentação moderna com instruemntos de época do "Requiem à Memória de Camões", é um projeto do músico João Paulo Janeiro, que assume a direção musical, e de Bernardo Mariano, um dos coralistas.

Em declarações à agência Lusa, Bernardo Mariano referiu existir "uma confluência de fatores e de efemérides" que levou a efetuar este projeto: "Completam-se 175 anos sobre a morte de Bomtempo, os 200 anos do início da escrita do Requiem, o lançamento do movimento de celebração dos 200 anos da edição monumental de 'Os Lusíadas' pelo Morgado de Mateus, José Maria de Sousa".

"Levando isto em linha de conta, e o historial de uma obra que nunca fora antes interpretada com instrumentos originais - e este é o interesse principal do projeto - decidimos avançar com esta iniciativa inédita, galgando a onda das efemérides", disse.

A primeira gravação deste Requiem será efetuada no Mosteiro de Alcobaça, de 09 a 12 de julho.

Sobre esta série de apresentações e a gravação em CD, Bernardo Mariano realçou "a estreia em Portugal da jovem contralto italiana Francesca Ascioti, que está a fazer uma carreira já muito relevante no repertório barroco, a participação do [contratenor espanhol] Carlos Mena, e vêm especialistas internacionais em trombone, oboé e clarinete clássicos e dois grandes violinistas especialistas em repertório barroco e clássico: Florian Deuter (concertino) e Monica Waisman".

A apresentação em Castelo Branco conta com a participação da Orquestra Flores de Música e do Coro Autêntico da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, sendo solistas a soprano Joana Seara, a contralto Francesca Ascioti, o tenor Giorgio d'Andreis e o baixo Manuel Torrado.

A estreia moderna do Requiem à Memória de Camões, em Castelo Branco, é dedicada à memória das vidas humanas e do património natural perdido nos incêndios registados em junho, na região de Pedrógão Grande.

Em Alcobaça, a apresentação do Requiem conta com os mesmos participantes, com a atuação de Carlos Mena.

O Requiem foi composto em 1819, em Paris, e enquadra-se num movimento social apostado em implementar em Portugal uma renovação política e cultural, após as invasões francesas (1808-1814), tendo Bomtempo se empenhado no desenvolvimento da prática da música instrumental.

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