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"Eu, o irmão do Cristiano Ronaldo? Não. Quem me dera"

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/03/2017 Alcides Freire

O JOGO passou pela rua onde Cristiano Ronaldo nasceu e deu de caras com o irmão do melhor do mundo e com alguns dos seus amigos de infância

Hoje é um dia especial na carreira de Cristiano Ronaldo. O melhor jogador do mundo vai jogar na sua Madeira natal pela primeira vez com a camisola da Seleção, num estádio que se enche para ver o filho pródigo. O remodelado recinto do Marítimo só tem lugar para 10 mil espectadores, capacidade suficiente para a maioria dos jogos, mas pequeno para um encontro exclusivo como o de hoje. Ontem, em jeito de brincadeira, alguém dizia que se a Seleção treinasse no Funchal, as bancadas estaria repletas mesmo que fosse a pagar. É assim, tudo simples. Na rua onde Cristiano morou nos primeiros anos de vida, e onde ainda reside uma boa parte dos seus amigos de infância, prevalece a humildade. O JOGO esteve lá.

citacaoantes de a Seleção portuguesa chegar ao Funchal, estivemos na Quinta do Falcão, na freguesia de Santo António, e visitámos o bar onde o craque chegou a jogar bilhar algumas vezes

Entrámos no bar da Quinta Falcão, na freguesia de Santo António, e um grupo de homens jogava às cartas. Ao longe, uma das caras parecia familiar. Era Hugo Aveiro. "Eu, o irmão do Ronaldo? Não. Quem me dera", desconversou. Era mesmo ele. A cara era conhecida. Piscou o olho para um dos amigos e terá pensado "já fui apanhado". Não negou mais. "Ainda há pouco disse ao meu irmão que estava a trabalhar no museu e agora apanham-me aqui", brincou, travando declarações, até porque muitos jornalistas já o tinham contactado. Continuou a jogar as cartas, bem-disposto. Instantes depois aceitou falar, enquanto ele e os amigos continuavam a bater as cartas. "Jogamos para passar o tempo. O Ronaldo esteve aqui há uns anos a jogar bilhar, mas agora não pode vir", justificou Hugo, que continua a visitar diariamente o bar, onde encontra os amigos de infância. Gente humilde, simpática. Muitos deles continuam a aguardar uma oportunidade de emprego. O irmão do melhor jogador do mundo gosta daquele espaço, mesmo em frente ao prédio onde antes era a casa da família Aveiro. É lá que joga com os amigos. Ronaldo, revelou Hugo em jeito de piada, é que não gosta muito de o defrontar: "Às cartas e ao bilhar ele não me ganha uma única vez. O Ronaldo só se safa se for no póquer. De resto, não tem hipótese comigo, ele já sabe. Por isso é que ele não gosta de jogar comigo." E os amigos... também não têm chance de ganhar. "Hipótese? Têm uma, claro, que é puxar pela carteira para pagar a bebida", atirou, provocando a gargalhada geral.

© Fornecido por O jogo

citacao"Eu, o irmão do Cristiano Ronaldo? Não. Quem me dera", desconversou Hugo Aveiro quando o avistámos, à mesa, a jogar cartas com amigos de sempre. Era mesmo ele...

Hugo Aveiro é mais um no grupo. Não dá sinais de riqueza nem de vedetismo. Procura ajudar os amigos e só lamenta não ter bilhetes para oferecer a todos os amigos que estavam interessados em assistir ao jogo de hoje. "O estádio é pequeno, não leva muita gente. Já está esgotado desde o primeiro dia. Foram vendidos cerca de 7000, o resto é tudo convites", justificou o mano de Cristiano, apelando aos conterrâneos para desfrutarem daquele momento. "As pessoas da Madeira têm de aproveitar, porque é a primeira e talvez a última vez que o Ronaldo vem aqui jogar pela Seleção. Já veio cá jogar duas vezes, uma contra o Marítimo, a outra contra o Nacional - sempre pelo Sporting -, mas pela Seleção é a primeira vez", repetiu.

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