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EUA interrompem manobras militares no Golfo Pérsico por causa da crise com Qatar

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/10/2017 Administrator

Os Estados Unidos decidiram interromper manobras militares no Golfo Pérsico por "respeito" aos parceiros de Washington naquela região, atualmente abalada por uma crise diplomática protagonizada pelo Qatar e um conjunto de países árabes, informou hoje o Pentágono.

"Decidimos não participar em algumas manobras militares por respeito ao conceito de inclusão e dos interesses regionais comuns", indicou, em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, Eric Pahon, porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono).

Os exercícios militares em questão iam envolver a 5ª. Frota da Marinha norte-americana, que está destacada na região e opera no Golfo Pérsico, Mar Vermelho, Golfo de Omã e numa parte do Oceano Índico. Dentro da sua área de ação estão três importantes pontos estratégicos: o canal do Suez e os estreitos de Ormuz e de Bab el Mandeb.

A decisão do Pentágono está relacionada com a crise que atravessa a região depois da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito terem acusado o Qatar de financiar organizações consideradas como terroristas, como o grupo extremista Estado Islâmico, Al-Qaida e a Irmandade Muçulmana.

A 05 de junho deste ano, os quatro países anunciaram o corte das relações diplomáticas com o Qatar, bem como impuseram a Doha um conjunto de sanções económicas. Por exemplo, Riade decidiu encerrar a sua fronteira terrestre com o Qatar, a única do território qatari.

Pouco tempo depois do início da crise, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posicionou-se a favor do quarteto árabe e instou o Qatar a deixar de financiar o terrorismo e a voltar para "a comunidade de nações responsáveis".

"Continuaremos a incentivar todas as partes a trabalhar em conjunto para encontrar soluções comuns para manter a segurança e a estabilidade na região", afirmou Eric Pahon.

A medida do Pentágono coincide com o anúncio realizado hoje pelo Departamento de Estado de que os Estados Unidos aprovaram a venda de um escudo antimísseis para a Arábia Saudita por 15 mil milhões de dólares (12,7 mil milhões de euros).

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