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EUA pedem a Bagdade que limite movimentos militares perto de Kirkuk

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

A diplomacia dos EUA declarou-se hoje "inquieta" com a violência no norte do Iraque e pediu ao exército iraquiano que limitasse os movimentos perto de Kirkuk, numa zona reivindicada simultaneamente pelos curdos e por Bagdade.

"Com o objetivo de evitar qualquer mal-entendido ou novos confrontos, pedimos ao governo central de acalmar a situação, limitando os movimentos das forças (armadas) federais nas zonas disputadas", fazendo apenas os movimentos "que sejam coordenados com o governo regional do Curdistão", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em comunicado.

Antes, durante o dia, o governo autónomo do Curdistão iraquiano anunciou a retirada total das suas forças de segurança ('peshmergas') da província petrolífera de Kirkuk, depois da entrada de forças militares iraquianas nesta zona disputada do norte do Iraque.

O porta-voz e secretário-geral do Ministério das forças 'peshmergas', Yabar Yaur, assegurou, num comunicado, que as tropas curdas estão fora da província de Kirkuk.

Rica em petróleo, a província e a cidade de Kirkuk é um dos principais focos de discórdia entre Erbil (capital do Curdistão iraquiano) e o governo federal de Bagdade.

O representante indicou ainda que estão a ocorrer operações militares ao longo da fronteira entre a região autónoma do Curdistão e a província de Kirkuk.

"Não sabemos até onde as forças iraquianas querem chegar depois de Kirkuk", disse o porta-voz curdo.

O exército do Iraque informou hoje que assumiu o controlo da localidade de Altun Kubri, a última grande população nesta região que ainda era controlada pelas forças de segurança curdas.

As autoridades iraquianas confirmaram que as forças conjuntas iraquianas, que integram unidades do exército, da polícia federal, das forças especiais e das unidades paramilitares xiitas de mobilização popular (Hachd al-Chaabi), foram destacadas para esta zona, que faz fronteira com a região autónoma do Curdistão.

No início da semana, o exército do Iraque lançou uma ofensiva militar contra as forças curdas em Kirkuk (província e cidade petrolífera com o mesmo nome), zona que é administrada pelos curdos desde 2014, quando o exército iraquiano fugiu ao avanço dos 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico.

A relação entre Bagdad e Erbil degradou-se depois de o governo autónomo do Curdistão iraquiano ter realizado, em setembro, um referendo sobre a independência da região, não vinculativo e considerado ilegal pelo governo central.

Kirkuk, etnicamente diversa, foi incluída no referendo, apesar de não pertencer ao Curdistão.

Na quinta-feira, o governo autónomo do Curdistão anunciou que aceitava a iniciativa do primeiro-ministro do Iraque para negociações no âmbito constitucional.

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