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Exército e secreta israelitas pedem fim de medidas de segurança na Esplanada das Mesquitas

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

O exército e os serviços secretos israelitas pediram ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que ceda às reclamações palestinianas contra as novas medidas de segurança em torno da Esplanada das Mesquitas para evitar uma escalada de violência.

O chefe do Governo israelita, que regressa hoje de uma visita oficial à Hungria, realizará consultas com membros das forças de segurança para encontrar uma "saída digna" para a crise gerada sobre o lugar sagrado, onde ocorreu um ataque na sexta-feira.

Na sequência do atentado, em que três atacantes mataram dois polícias, antes de serem abatidos, foram instalados detetores de metal numa das entradas da praça, o que motivou protestos de centenas de muçulmanos em Jerusalém Oriental, em alguns casos com violência, que exigem a sua retirada.

Em Israel, há posições opostas quanto às novas medidas: o ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, e a polícia defendem a manutenção dos detetores, enquanto os serviços de informação (Shin Bet) e o exército preferem retirá-los para evitar "violência desnecessária", noticiou na noite passada o Canal 2.

Netanyahu disse que não irá modificar a decisão, mas pretende ouvir as opiniões dos especialistas em segurança para resolver este assunto, informaram hoje meios de comunicação locais.

O Mufti (líder islâmico) de Jerusalém apelou esta quarta-feira a todas as mesquitas da cidade para que não façam o sermão de sexta-feira (dia sagrado muçulmano), para que todos os fiéis que pretendam rezar se dirijam às imediações de Al Aqsa, o que faz recear um aumento da tensão.

Centenas de muçulmanos negam-se a atravessar os detetores de metal e rezam na área circundante da Esplanada em sinal de protesto.

O Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, que se encontra em visita oficial à China, encurtou a deslocação e mantém-se em contacto com líderes do mundo árabe sobre esta questão, informou o porta-voz, Nabil Abu Rudeina.

Israel argumenta que os detetores são necessários porque afirma que os agressores do ataque na passada sexta-feira saíram armados da mesquita de Al Aqsa.

Os palestinianos opõem-se às medidas de segurança por recearem que se quebre o delicado 'status quo' entre Jerusalém e Amã em relação a este lugar, o terceiro mais sagrado para os muçulmanos, e cuja administração e segurança são asseguradas pela Jordânia, com participação palestiniana, e onde Israel tem direito de consulta sobre quem acede ao recinto.

A Esplanada é também o lugar mais sagrado para os judeus, que o denomina Monte do Templo, e é também onde se situa o principal local de culto judaico, o Muro das Lamentações.

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