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Ex-administrador da CGD vai gerir holding da petrolífera angolana Sonangol

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/09/2017 Administrator

O ex-presidente da comissão executiva do Banco de Fomento de Angola e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Emídio Pinheiro vai assumir a gestão da Sonangol Holdings e Indústria, como administrador, anunciou hoje a petrolífera angolana.

A informação consta de um comunicado da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) enviado à Lusa, dando conta de que a "reestruturação em curso há 17 meses entra agora numa nova fase", com "desafios bem definidos e que exigem, não só o reforço, como também uma maior especialização dos elementos" do conselho de administração da petrolífera estatal.

"As áreas críticas para o sucesso do processo de transformação da Sonangol estão claramente identificadas e serão atribuídas a administradores totalmente focados e com um profundo conhecimento dos respetivos dossiês. O alargamento da equipa de gestão, e a especialização da mesma, vai permitir um maior envolvimento diário nas operações e uma intervenção mais célere perante os desafios que se apresentam", refere a petrolífera.

Neste contexto, o economista português Emídio Pinheiro, que até novembro passado integrou o conselho de administração da CGD liderado por António Domingos, assumirá agora funções nas áreas que não são o negócio principal da Sonangol, nomeadamente a gestão da Sonangol Holdings e Indústria, explica a petrolífera liderada por Isabel dos Santos.

Antes de sair para a CGD, Emídio Pinheiro liderou durante 11 anos o Banco Fomento Angola, ainda durante a posição maioritária do português BPI no capital social da instituição, que já este ano vendeu 2% à operadora angolana UNITEL, ligada a Isabel dos Santos.

Além de Emídio Pinheiro, serão ainda integrados no conselho de administração da Sonangol Ivan Sá de Almeida, para exercer funções nas áreas relativas à produção e exploração, e Susana Almeida Brandão, para coordenar a área jurídica.

"O contexto económico em que operamos é complexo e exigente, pelo que precisamos de reforçar a nossa capacidade de adaptação, a agilidade e a proatividade, através de uma maior divisão de pelouros e, assim, de uma maior capacidade de atuação", justifica a Sonangol.

A petrolífera explica ainda que os restantes administradores que se mantêm em funções "verão os seus pelouros mantidos ou reajustados em obediência aos princípios de eficiência e racionalidade".

A empresária Isabel dos Santos assumiu em junho de 2016 o cargo de presidente do conselho de administração do grupo Sonangol, nomeada para as funções pelo pai, José Eduardo dos Santos, então chefe de Estado angolano, tendo como missão conduzir a reestruturação da petrolífera, o maior grupo empresarial de Angola.

"A empresa estava com os cofres vazios, tínhamos muitas dificuldades e este ano tem sido um ano no fundo de gerir essas dificuldades e conseguirmos passo a passo sobreviver às dificuldades e devagarinho começar a pensar no futuro", disse Isabel dos Santos, na terça-feira, após a cerimónia de investidura de João Lourenço como Presidente de Angola, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos.

A empresária admite que ainda é cedo para se "pensar num futuro brilhante", salientando que continua a decorrer o trabalho para se atingir a estabilidade da empresa e fazer com que as suas necessidades sejam cumpridas.

"Temos reduzido custos, temos instaurado um clima de mérito, as pessoas que merecem estão nos bons lugares, elas é que terão os cargos, tentamos mudar alguns critérios de trabalho, dar prioridade realmente ao que é importante. Quando se tem poucos recursos, quando não há muito dinheiro, é importante fazer o melhor possível com o pouco que se tem e é essa a filosofia que se tem estado a aplicar na empresa", salientou.

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