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Ex-chefe da diplomacia angolana diz que "muito ainda ficou por se fazer"

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/10/2017 Administrator

O ministro cessante das Relações Exteriores de Angola, Georges Rebelo Chikoti, que liderava a diplomacia angolana desde 2010, disse hoje que teve uma missão "espinhosa mas prestigiante" e que "muito ainda ficou por se fazer".

"Para mim foi muito gratificante ter assumido este espinhoso mas prestigiante cargo que me permitiu ter um contacto direto com vários atores da cena política internacional", afirmou Georges Rebelo Chikoti durante a cerimónia de despedida no Ministério das Relações Exteriores, em Luanda.

Falando na presença de funcionários, embaixadores e do novo ministro, Manuel Domingos Augusto (empossado nas funções no passado sábado), o agora ex-chefe da diplomacia angolana considerou que "muito foi feito durante dos últimos anos", mas igualmente que se "poderia ter feito mais e melhor", tendo apelado mesmo a "mais disciplina" por parte dos funcionários.

"Ficando ainda muito por fazer sobretudo nas áreas administrativas e organizativa, apelo aos diversos funcionários no sentido de observarem mais disciplina e sentido de Estado no desenvolvimento das suas atribuições sobretudo no tratamento de informações e dossiês sensíveis", observou.

Com 25 anos de atividade no Ministério das Relações Exteriores, sete dos quais como titular da pasta, Georges Rebelo Chikoti referiu que deixa o cargo "apossado pelo sentimento de dever cumprido", um trabalho "árduo apesar da conjuntura internacional reinante" que no seu entender "pode ser avaliado positivamente".

"Pelo sucesso alcançado, sobretudo pelas vitórias conquistadas ao longo dos últimos 25 anos, onde se pode destacar a eleição da República de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, a presidência da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral] e a presidência de Angola na Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos", apontou.

Para o ex-governante, com o início da legislatura 2017-2022 - após as eleições gerais de 23 de agosto - "surgem novos desafios": "Temos de estar preparados para levarmos a bom porto das atribuições que a cada um couber".

Acrescentou que o novo ministro - anterior secretário de Estado no mesmo ministério - "tem experiência" e "está a altura de poder exercer essas funções com maior dignidade possível".

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