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Ex-gestora de Sapadores Florestais critica autarca de Vieira do Minho

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/08/2017 Administrator

A Associação de Defesa da Floresta do Minho (ADEFM) acusou hoje o autarca de Vieira do Minho de "aproveitamento político", aparecendo como "salvador" da equipa de Sapadores Florestais local quando "o problema foi criado devido ao incumprimento do município".

Em comunicado enviado à Lusa, aquela entidade privada que geria a equipa de Sapadores Florestais desde 2004 refere que a câmara de Vieira do Minho, ao contrário do que afirmou à Lusa na terça-feira o presidente daquela autarquia, António Cardoso, "nunca esteve em situação de cumprimento" o protocolado entre as instituições para a gestão da equipa de Sapadores Florestais que atua em Vieira do Minho.

Na terça-feira, a autarquia garantiu que "acabou a novela" dos salários em atraso dos Sapadores Florestais com a passagem da equipa para a alçada da Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira, explicando que a câmara fazia as transferências que devia mas que os salários não eram pagos: "Nunca falhámos com a nossa parte. Quando deixámos de transferir o dinheiro foi em maio e com o acordo dos operacionais porque o dinheiro não lhes chegava", explicou o autarca.

No entanto, segundo o comunicado da ADEFM, "sabendo as partes das suas obrigações protocolares e que o funcionamento da equipa dependia exclusivamente desses financiamentos, nunca o município esteve em situação de cumprimento, como alega".

Pelo que esclarece a associação, cabia ao município de Vieira do Minho a "transferência, para a ADEFM, no início de cada trimestre do valor de 7.453,75 euros", a "responsabilidade pela manutenção e reparação de maquinaria e viatura, bem como, do fornecimento dos seus combustíveis", sendo que o "restante financiamento da equipa seria assegurado pela execução de trabalhos suplementares trimestrais com um valor mínimo de 1.945 euros".

Mas, afirma a associação, "nunca foi cumprido pelo Município o prazo estipulado para pagamentos das tranches trimestrais que venciam a 1 de janeiro, a 1 de abril, a 1 de julho e a 1 de outubro de cada ano. Aliás, no ano de 2014 o Município não transferiu um único cêntimo para a associação, fazendo-o apenas em 2015. E no ano 2017 não houve a transferência de qualquer verba pelo município de Vieira do Minho, apesar de todas as solicitações, reuniões e exposições postais diligenciadas pela ADEFM, o que despoletou a incapacidade de cumprimento salarial e dos demais compromissos da equipa".

Por isso, a ADEFM diz "lamentar que o trabalho de 17 anos da associação sirva para aproveitamento político, onde o município pretende transformar uma dívida em algo incompreensível, como sendo, o salvador da equipa, dos sapadores e dos interesses do concelho, quando a verdade dos factos demonstra que o problema foi criado devido ao incumprimento do município".

A ADEFM salienta que "nunca, em momento algum, tirou qualquer dividendo com a equipa. Pelo contrário, foram assumindo elevados prejuízos não só materiais como morais e, num último e derradeiro esforço de manter a equipa e os seus postos de trabalho, acordou com o município apenas o recebimento dos valores para a regularização salarial de forma a ultrapassar esta situação desumana e imoral, suportando todos os prejuízos adicionais que o município se recusou terminantemente a assumir como estipulado".

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