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Ex-líder do PAICV José Maria Neves alerta para risco de marginalidade política do partido

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

O ex-presidente do PAICV e antigo primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves alertou hoje para os riscos de marginalidade política do partido, que, considerou, vive "momentos conturbados e graves", apelando para um debate interno centrado nas ideias.

Na qualidade de "simples militante de base", José Maria Neves dirigiu, através da sua página pessoal na rede social Facebook, uma mensagem aos "camaradas e amigos" do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), de que foi presidente durante mais de 15 anos.

"O partido vive momentos conturbados e graves, que podem levar-nos, inexoravelmente, à marginalidade política. Qualquer acha pode atear a fogueira. O debate é preciso", sustentou.

José Maria Neves sublinhou que Cabo Verde "precisa de um PAICV coeso, forte e efetivo na oposição democrática".

A tomada de posição do antigo primeiro-ministro de Cabo Verde surge depois da demissão de 13 dos 18 membros da comissão política regional de Santiago Sul (CPRSS) por alegadas incompatibilidades com o presidente da comissão, Nelson Centeio, que acusou a atual presidente do partido, Janira Hopffer Almada, de ter pressionado as demissões e de promover a instabilidade na maior região política.

Na sua publicação, José Maria Neves lembrou que, em democracia, "os partidos têm 'paredes de vidro' e são abertos às ideias de militantes e cidadãos independentes engajados, que podem fazê-las irromper na esfera pública para diálogo".

Defendeu por isso, um debate "interno e público", mas "de ideias e não de pessoas".

"Enquanto continuarmos a discutir pessoas, seja em que plano for, estaremos a contribuir para a destruição do PAICV", sublinhou, apelando a uma "luta pelas ideias" com "elevação, honestidade intelectual, elegância e nobreza de espírito".

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), liderado por Janira Hopffer Almada, perdeu as eleições legislativas de março de 2016, tendo registado desde então vários momentos de contestação à atual liderança, que foi legitimada em eleições internas em janeiro deste ano.

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