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Ex-patriarca da Igreja Ortodoxa eritreia reaparece em público após 10 anos

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/07/2017 Administrator

O antigo chefe da Igreja Ortodoxa da Eritreia apareceu em público pela primeira vez em dez anos, quando foi colocado em prisão domiciliária, no decorrer de uma missa no domingo em Asmara, noticiou a organização britânica Christian Solidarity Worldwide.

O ex-patriarca Abune Antonios esteve presente numa missa na catedral de Santa-Maria de Asmara, perante uma centena de fiéis, escreveu a organização não governamental Christian Solidarity Worldwide (CSW) na sua página na Internet, citando fontes anónimas.

As mesmas fontes consideraram que este desenvolvimento se deveu "a numerosas preces e a muita pressão". A CSW sublinha que as fontes não conseguiram determinar se o ex-patriarca foi posto em liberdade de forma definitiva ou temporária.

Abune Antonios, que acaba de fazer 90 anos, vivia em prisão domiciliária desde 27 de maio de 2007, de acordo com a Comissão Americana para a Liberdade de Religião Internacional, que fez campanha pela sua libertação.

No início de 2006, o líder religioso foi afastado das suas funções de patriarca pelas autoridades eritreias depois de ter apelado à libertação de presos políticos e por se ter recusado a excomungar cerca de 3.000 opositores do governo, indicou a mesma comissão.

Na altura, a página da oposição na Internet www.asmarino.com explicou que Abune Antonios tinha sido afastado por ter criticado as interferências do Estado nas atividades da Igreja, uma acusação desmentida pelas autoridades.

A Igreja eritreia nomeou em 2007 um novo patriarca, Abune Dioskoros, que acabaria por morrer em dezembro de 2015.

No entanto, numa demonstração da controvérsia que rodeou a sucessão, Abune Antonios continuou a ser reconhecido como o chefe legítimo da Igreja Ortodoxa eritreia pela sede da Igreja Copta Ortodoxa em Alexandria, Egipto.

A religião é um tema sensível na Eritreia, onde o governo tenta manter as relações pacíficas entre a população muçulmana e cristã (cada uma das confissões a representar cerca de metade dos seis milhões de habitantes).

A Igreja Ortodoxa, com raízes antigas na Eritreia, é uma das quatro grandes religiões autorizadas, a par da Igreja Católica Romana, do protestantismo e do Islão.

A França e o Parlamento Europeu apelaram recentemente à libertação de Abune Antonios.

A Eritreia é controlada de forma férrea pelo Presidente Issaias Afeworki desde a sua independência da Etiópia em 1993.

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