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Ex-presidente da Geórgia Mikheil Shaakashvili entra à força na Ucrânia

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/09/2017 Administrator

O ex-presidente da Geórgia Mikheil Shaakashvili, atual opositor do governo de Kiev, entrou hoje à força na Ucrânia, onde pretende participar nas eleições, desafiando a decisão do Presidente Petro Porosenhko de lhe retirar a nacionalidade ucraniana.

Após ter dirigido a Geórgia durante uma década, Shaakashvili, criticado pelo seu estilo autoritário e pela desastrosa guerra com a Rússia em 2008, adquiriu a nacionalidade ucraniana em 2015 e foi nomeado governador da região ucraniana de Odessa (sul).

As suas relações com o poder de Kiev deterioraram-se após a sua demissão em 2016, justificada pelas dificuldades com que se deparou no combate à corrupção.

Após ter tentado atravessar a fronteira, sem sucesso, os seus apoiantes acabaram por bloquear os guardas fronteiriços do posto entre as cidades de Medyka, na Polónia, e Cheguyni, na Ucrânia.

Acompanhado pela sua mulher, o filho de 11 anos, a ex-primeira-ministra ucraniana Yulia Tymoshenko e uma comitiva de jornalistas, o antigo chefe de Estado da Geórgia que chegou ao poder na sequência da "Revolução da Rosa" em 2003, avançou por território ucraniano, à frente de uma coluna de mais de 1.000 apoiantes.

Depois, seguiu de carro em direção à cidade vizinha de Lviv, onde era aguardado por centenas de pessoas.

Saakashvili, 49 anos, que disse pretender participar nas eleições na Ucrânia, promover reformas e combater a corrupção, ficou privado da sua nacionalidade ucraniana em julho por decisão do Presidente Poroshenko. Em paralelo, é objeto de um pedido de extradição por "abuso de poder" emitido pela Geórgia, que já lhe retirou a sua cidadania georgiana.

O ministério do Interior de Kiev já referiu em comunicado que Saakashvili poderá ser processado por entrada ilegal em território ucraniano, adiantando 16 guardas fronteiriços e membros da Guarda nacional ficaram feridos no momento em que atravessou a fronteira com os seus apoiantes.

No Facebook, a vice-presidente do parlamento Iryna Guerachtchenko denunciou uma "tentativa de humilhar os que fazem o seu trabalho ao defender a fronteira do Estado, contra o qual a Rússia está em guerra", numa alusão ao apoio militar de Moscovo, segundo Kiev e os ocidentais, aos separatistas do leste da Ucrânia.

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