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Ex-presidente do Santa Clara impugna crédito de 5 milhões de euros à SAD

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/03/2017 Pedro Costa

Mário Batista, antigo presidente do Santa Clara, apresentou em tribunal a impugnação de um crédito superior a 5 milhões de euros à SAD.

O antigo presidente do Santa Clara, Mário Batista, apresentou no Tribunal de Ponta Delgada a impugnação do crédito reconhecido à SAD, de cerca de 5,1 milhões de euros, da equipa que compete na II Liga.

Esta contestação do também ex-presidente da SAD surge depois da publicação da lista de créditos, no âmbito de um segundo Processo Especial de Revitalização (PER) apresentado pelo Santa Clara e no qual a SAD encarnada é um dos maiores credores do clube açoriano, juntamente com o Fisco e o Santander Totta.

No processo consultado pela agência Lusa, Mário Batista assume desconhecer o montante em causa "porque não viu o conteúdo da reclamação de créditos apresentada".

Por outro lado, o antigo dirigente da formação açoriana relembra um contrato assinado "a 31 de janeiro de 2014" com o antigo Banif, hoje Santander Totta, onde a SAD do Santa Clara assumiu parte da divida do Santa Clara no montante de três milhões de euros.

Mário Batista contesta esta diferença de valores, na ordem dos dois milhões de euros, lembrando que "até à data, nenhum montante foi liquidado" pela SAD e que o "Banif declarou expressamente não exonerar da responsabilidade de pagamento" nem o clube açoriano nem Mário Batista, enquanto avalista.

© Eduardo Costa/Açoriano Oriental

O pedido de "impugnação da relação de créditos reconhecidos e não reconhecidos" que deu entrada no Tribunal Judicial da Comarca dos Açores, em Ponta Delgada, no passado dia 24 de fevereiro, deverá ser alvo de decisão ainda esta terça-feira, segundo o que conseguiu apurar a agência Lusa junto de fonte do Tribunal de Ponta Delgada.

Caso o Juiz aceite fazer uma nova avaliação à lista de credores, poderá estar em causa a execução deste segundo PER, dado que a SAD do Santa clara detém atualmente mais de 50% do total da dívida, avaliada em cerca de nove milhões de euros, o que lhe dá poder de decidir sozinho o plano de pagamentos.

Mário Batista reclama ainda, a título de credor individual, o valor de 7.500 euros, decorrentes de "empréstimo de fundos financeiros", "pagamentos de dívidas" e "despesas no âmbito do exercício de administrador único do Clube Desportivo Santa Clara".

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