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Ex-Presidente senegalês promove marcha para reclamar entrega de cartões de eleitor

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

O ex-Presidente senegalês Abdoulaye Wade apelou à realização de um protesto hoje em Dacar, numa zona declarada "interdita" pelas autoridades, para reclamar os cartões de eleitor que ainda não foram entregues pelas autoridades.

Muitas pessoas inscritas nas listas eleitorais ainda não conseguiram levantar os seus cartões de eleitor em várias zonas do país e correm o risco de não poder votar nas eleições legislativas de domingo, segundo a oposição.

A oposição acusa o Governo de não ter produzido a tempo os cartões de eleitor a fim de privar os eleitores de votarem no domingo.

Abdoulaye Wade, que liderou o Senegal entre 2000 e 2012 e vem liderando uma lista da oposição para as legislativas, apelou a uma marcha para reclamar os cartões de eleitor hoje às 15:00 GMT (16:00 horas em Lisboa), de acordo com um comunicado divulgado pela sua coligação eleitoral.

A marcha está prevista começar na praça da Independência e seguir até ao Ministério do Interior, passando pelo Palácio Presidencial, no centro da capital do Senegal.

O evento está programado "numa área proibida. Não há necessidade de interditá-la", disse hoje à agência de notícias AFP o autarca de Dakar, Serigne Babacar Kâne.

Kâne referiu-se a um decreto do Ministério do Interior que remonta a 2011, quando Abdoulaye Wade estava no poder, que proíbe todas as manifestações no centro da cidade de Dakar, especialmente por razões de segurança.

A coligação liderada por Wade disse hoje que vai manter a marcha, apesar desta ordem de exclusão.

O ex-Presidente senegalês, que retornou ao país a 10 de julho, é o cabeça de lista da oposição numa coligação coordenada pelo Partido Democrático Senegalês (PDS).

A oposição alerta que muitas pessoas inscritas nas listas eleitorais ainda não receberam os seus cartões de eleitor, mas o ministro do Interior, Abdoulaye Daouda Diallo, disse hoje à imprensa que a média nacional de levantamento de cartões de eleitor foi de mais de 70 por cento.

Mais de seis milhões de pessoas registaram-se para votar, de acordo com autoridades.

O Presidente Macky Sall sugeriu na segunda-feira, durante o Conselho Constitucional, permitir-se que pessoas que não tenham retirado os cartões de eleitor votassem com outra identificação, como passaporte ou carta de condução, mas a iniciativa foi rejeitada por vários partidos e coligações da oposição.

As legislativas de domingo serão organizadas com a participação de um número recorde de 47 listas, contra 24 de 2012. A campanha eleitoral foi aberta a 09 de julho e encerra-se na sexta-feira.

O sufrágio pretende renovar a Assembleia Nacional, na qual o número de lugares subirá de 150 para 165, após uma revisão constitucional aprovada em marços de 2016, criando 15 postos para deputados que representarão a diáspora senegalesa.

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