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Extremismo islâmico, assassínios políticos e dívida oculta sob investigação -- Presidente parlamento de Moçambique

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

A presidente do Parlamento de Moçambique escusou hoje comentar as ameaças de extremismo islâmico no norte do país, os assassínios políticos no centro e a questão da dívida oculta moçambicana, considerando ser "precipitado" falar quando se investiga.

Verónica Macamo falava à agência Lusa e à RDPÁfrica à margem da assinatura de um acordo de cooperação parlamentar entre as assembleias da república de Portugal e Moçambique, que decorreu no parlamento português, documento assinado também pelo homólogo português, Eduardo Ferro Rodrigues, que foi convidado para uma visita oficial a Moçambique.

Ao mesmo tempo, a "número dois" da hierarquia do Estado moçambicano desdramatizou as três questões, sublinhando que, no primeiro caso, "pode ser um caso pontual" e "até pode ser um ajuntamento de pessoas" do local (Cabo Delgado, norte).

"Não sei se é ameaça muçulmana. Houve um incidente e as forças de segurança conseguiram restabelecer a calma. Está a fazer-se agora uma investigação, os órgãos da administração da justiça estão a trabalhar e só depois é que podemos saber qual é a força, se é que há alguma força, até pode ser um ajuntamento de pessoas dali do local", respondeu, salientando ser "precipitado" falar enquanto decorre uma investigação.

"Preocupada, preocupada, nem tanto, porque ainda não sei efetivamente o que é. Pode ter sido um caso pontual. Mas parece que é um caso pontual", acrescentou.

Sobre o caso do assassínio de um autarca em Nampula, Verónica Macamo recusou assumir tratar-se de uma "vaga" de assassinatos no centro de Moçambique, sublinhando que, tal como em, Cabo Delgado, o caso está sob investigação judicial.

"Tivemos aquele problema quer aconteceu em Nampula, que também está nas instituições de justiça. Queremos que se saiba o que aconteceu. Não digo que é vaga (de assassinatos). Não devia morrer nenhum político nem ninguém. Mas preocupa-nos que um cidadão morra, sendo ou não autarca. Neste caso até nos preocupa mais porque é uma pessoa que costuma usar segurança", explicou.

No escândalo das "dívidas ocultas" de Moçambique, Verónica Macamo recusou a denominação com que ficou conhecido, em abril de 2016, o caso divulgado pelo Wall Street Journal de um empréstimo escondido de 622 milhões de dólares da ProIndicus e de mais 535 milhões da MAM, ambos com garantias do Estado moçambicano.

"Dívida oculta é a denominação que alguns dão. É uma dívida, de certa forma com alguma sustentabilidade, e que não obedeceu rigorosamente à lei do pedido de autorização (do Parlamento). Há explicações sobre isso. São conhecidas", respondeu.

A presidente do Parlamento moçambicano lembrou que os resultados da comissão de inquérito já foram admitidos pela Assembleia Nacional do país e remetidos à Presidência da República, que "está a trabalhar no assunto".

"Também teremos de esperar para vermos quais foram os contornos éticos por onde se lesou o Estado", referiu.

Sobre o acordo de cooperação com a Assembleia da República portuguesa, Verónica Macamo salientou que consagra a troca de experiências sobre boas práticas que os parlamentos têm, bem como a formação - "temos formado muitos quadros técnicos do Parlamento moçambicano em Portugal".

"Também demos uma tónica especial nas novas tecnologias, pois pensamos que são muito importantes (...) (Ficou também assente a) concertação de posições para defender as opiniões (de Portugal e Moçambique) nos fóruns internacionais", disse.

Por seu lado, Ferro Rodrigues destacou a importância do acordo hoje assinado, lembrando que está em curso "um esforço enorme para construir" um Moçambique "com paz, segurança e desenvolvimento".

Além do convite feito por Verónica Macamo para uma visita oficial a Moçambique, a concretizar "assim que houver possibilidade de agenda", Ferro Rodrigues assegurou que o Parlamento português "está disponível para todo o apoio necessário" para ajudar a congénere moçambicana.

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