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Fórmula anti-Messi também é remédio para Dybala

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/10/2017 Francisco Sebe
© Pedro Rocha/Global Imagens

Jorge Jesus está a ponderar tratar Dybala como o astro do Barça, recuando Battaglia para seis e colocando William a pressionar à frente.

É pela colocação de William Carvalho e Battaglia no meio-campo, com a inversão de posição destes, à semelhança do que aconteceu no encontro com o Barcelona - e parcialmente frente ao FC Porto -, que pode passar o segredo de Jorge Jesus para bloquear o poderio da Juventus e sair de Itália com o primeiro triunfo pessoal e do Sporting em terras transalpinas. É a réplica do plano anti-Messi, que segurou, pressionando o meio-campo do Barcelona, que o técnico está a equacionar como estratégia para esta quarta-feira, fazendo uso da maior capacidade de pressão de William Carvalho na primeira fase de construção do oponente, adiantando-o face a Battaglia, que poderá ficar com a missão de bloqueio e retaguarda às diligências do colega, sempre de olho no apoio à dupla de centrais e às movimentações de Dybala.

citacaoTreinador leonino alterou posicionamento dos médios nos dois jogos com os emblemas mais poderosos, Barcelona e FC Porto - neste só na segunda parte. Antigos técnicos de Battaglia deixam elogios

Nestor Apuzzo, antigo treinador de Battaglia no Huracán nas temporadas 2011/12 e seguinte, salientou a O JOGO o desempenho do argentino no embate com o ícone Lionel Messi. "É um jogador que se adapta a qualquer posição do meio-campo. É claro que quando tem um jogador nas suas costas como William Carvalho, sente-se muito mais cómodo e pode aproveitar as suas principais qualidades, tem uma visão larga do jogo e qualidade de passe. Até o utilizei nos corredores, mas se o treinador o colocar como médio mais recuado irá cumprir com o que o técnico lhe pedir, como se viu contra o Barcelona, em que teve de estar em cima de Messi. A parceria com William Carvalho é a ideal, pois complementam-se, em particular na recuperação e distribuição da bola", anotou.

Igualmente ao nosso jornal, Miguel Leal, treinador do Arouca que comandou Battaglia ao serviço do Moreirense na temporada 2014/15, revelou que foi "preciso dar na cabeça" do então jovem argentino para que "despertasse" para a necessidade de ser "mais agressivo e intenso" nas disputas do meio-campo, algo que "melhorou bastante". "Foi um bom aluno, despertou para a necessidade de ser mais abnegado, fizemos um trabalho muito intenso a esse nível no Moreirense. Aprendeu rápido. Battaglia joga em qualquer uma das posições, adapta-se bem a seis e a oito, depende do adversário e da estratégia. Utilizei-o nas duas posições em função do adversário e até devido ao decurso do jogo. Sabe defender e consegue progredir com a bola, é forte no jogo aéreo, aqui e ali falta um pouco de agressividade, mas melhorou muito. Evoluiu muito em termos de confiança, o seu futebol agora flui melhor. Sempre teve muito potencial", concluiu.

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