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Fórum de desenvolvimento local testa capacidade de Cabo Verde na organização de grandes eventos

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

Dentro de duas semanas, Cabo Verde receberá, na Praia, o Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local, iniciativa com mais de dois mil participantes, que irá testar a capacidade de um país que quer apostar no turismo de eventos.

Cabo Verde foi selecionado como anfitrião e coorganizador da 4.ª edição do Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local (FMDEL), que decorrerá, pela primeira vez num país africano, de 17 a 20 de outubro.

A duas semanas do evento, a logística do encontro está a acelerar, segundo Francisca dos Santos, responsável pela organização do fórum, que se estima traga a Cabo Verde dois mil participantes.

Portugal marcará presença no encontro, contudo, devido às eleições autárquicas de hoje, Francisca Santos admite dificuldades na participação ao nível das autarquias. Para já está confirmada a presença de um representante do Governo Regional dos Açores.

"As inscrições estão a decorrer desde junho, mas por norma as pessoas deixam para se inscrever na última semana", disse à agência Lusa Francisca Santos

O programa do evento, que terá uma sessão plenária, meia centena de sessões temáticas e espaço de exposição, está ainda a ser ultimado, prevendo-se a presença de 190 oradores, incluindo da Alta Representante das Nações Unidas para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Fekitamoeloa Katoa, que representará o secretário-geral António Guterres.

"Virão delegações de diversas partes do mundo, de África, da Ásia, Europa, América Latina, e delegações bastante heterogéneas em termos de representação de entidades, desde os governos centrais às organizações da sociedade civil, universidades, autarquias e setor privado", explicou a responsável.

O palco do encontro será o Estádio Nacional, por não existir na capital nenhuma estrutura capaz de acolher uma assembleia com dois mil participantes, e com um jogo da seleção cabo-verdiana marcado para 07 de outubro, só depois dessa data será possível iniciar a montagem das estruturas necessárias.

Outra dificuldade é a insuficiência de alojamento na capital do país, onde os hotéis com maior capacidade não chegam a meia dúzia.

"Lançámos uma solução alternativa através de uma empresa cabo-verdiana que nos apresentou uma plataforma para mobilizarmos apartamentos, casas particulares. As inscrições [das casas] estão a decorrer e temos tido resultados interessantes. Acreditamos que será uma alternativa e um complemento aos alojamentos convencionais", adiantou.

Entretanto, decorre também a inscrição de voluntários para trabalhar no fórum e a organização realizou esta semana um encontro com taxistas e proprietários de carrinhas de transporte, as populares "hiaces", para assegurar as deslocações dos participantes.

"Fizemos uma análise do impacto para a economia local em termos de oportunidades de negócio para o setor privado e está estimado em cerca de 62 milhões de escudos (cerca de 600 mil euros) em transportes, alojamento, alimentação, comunicações e lazer. Isto sem contabilizar os gastos com os bens e serviços necessários para a organização", explicou a responsável.

Para Francisca Santos, trata-se de "um impacto direto importante" para a economia de uma ilha que acolhe mais de metade dos quase 500 mil habitantes de Cabo Verde.

"Esse foi um dos motivos para a escolha da Praia porque, sendo um fórum de desenvolvimento local, só faria sentido com impacto para todos os atores", sublinhou.

As anteriores edições do fórum tiveram orçamentos próximos dos 500 mil euros, mas a edição cabo-verdiana terá um orçamento de quase 750 mil euros, inflacionado pelos custos de trazer interpretes do estrangeiro.

"Vamos estar na boca do mundo, os olhos do mundo estarão em Cabo Verde e é um teste à nossa capacidade de acolher e de organizar eventos desta natureza. Espero que corra tudo bem para sairmos bem na fotografia e para que possamos vir a receber outros", acrescentou.

O fórum é coorganizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, pela Organização Internacional do Trabalho, pelo Fundo Andaluz de Municípios para a Solidariedade Internacional e pela União de Governos e Cidades Locais, entre outras entidades.

A três edições anteriores realizaram-se em Espanha (2011), Brasil (2013) e Itália (2015), tendo Cabo Verde estado em todas, nas duas primeiras como observador e na terceira com participante.

Durante a quarta edição estarão em debate temas como a coesão e integração territorial, economias inclusivas e sustentáveis, padrões de urbanização inclusivos e sustentáveis, sociedades resilientes e pacíficas e pequenos estados insulares em desenvolvimento

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