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Falta de apoio do FMI e doadores vai manter Moçambique em situação difícil -- Banco central

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/10/2017 Administrator

O governador do Banco de Moçambique disse hoje que o país vai continuar a enfrentar uma situação difícil e deve empreender reformas mais profundas, devido ao prolongamento da suspensão da ajuda do FMI e dos doadores internacionais. "O país pode viver mais um ano [sem a ajuda dos doadores], mas é uma vida difícil pela decisão que foi tomada pelo Fundo Monetário Internacional" (FMI), declarou Rogério Zandamela, em conferência de imprensa que marcou ...

O governador do Banco de Moçambique disse hoje que o país vai continuar a enfrentar uma situação difícil e deve empreender reformas mais profundas, devido ao prolongamento da suspensão da ajuda do FMI e dos doadores internacionais.

"O país pode viver mais um ano [sem a ajuda dos doadores], mas é uma vida difícil pela decisão que foi tomada pelo Fundo Monetário Internacional" (FMI), declarou Rogério Zandamela, em conferência de imprensa que marcou o fim da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO) do banco central moçambicana.

Ao anunciar que não prevê um acordo de cooperação financeira com Moçambique em 2018, o FMI criou um ambiente de riscos mais elevados para a economia moçambicana, acrescentou Rogério Zandamela.

"Vivemos um ambiente de riscos mais elevados do que antes, não há dúvidas sobre isso", o que requer "esforço de reforma fiscal e outras, de competitividade na economia, ainda mais profundas do que aquilo que tínhamos em mente".

"É coisa séria, temos que trabalhar, duplicar os nossos esforços e as nossas energias, para lidar com essa nova realidade", insistiu Rogério Zandamela.

O país, prosseguiu, deve tentar alcançar resultados positivos caminhando praticamente sozinho do ponto de vista de ajuda ao Orçamento do Estado.

"Isso não é brincadeira", sublinhou, acrescentando que a situação "complica a capacidade de gestão de política monetária".

Segundo Zandamela, no atual contexto, as autoridades moçambicanas devem implementar reformas fiscais, tornando a arrecadação da receita e a execução da despesa mais eficientes, sobretudo ao nível de subsídios, saneamento das empresas públicas e restruturação da dívida.

O FMI anunciou este mês que não prevê a assinatura de um acordo de cooperação financeira com Moçambique em 2018, mantendo a exigência da divulgação integral do relatório da auditoria às dívidas secretamente avalizadas pelo anterior governo moçambicano, entre 2013 e 2014, no valor de dois mil milhões de dólares.

Os principais doadores do Orçamento do Estado suspenderam a sua ajuda ao país após a descoberta das referidas dívidas em abril do ano passado, condicionando a retomada do apoio a uma auditoria à dívida pública do país e a um novo acordo com o FMI.

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