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FAO vai apoiar Cabo Verde no combate à seca e mau ano agrícola

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) vai apoiar Cabo Verde no combate à seca e ao mau ano agrícola, garantiu hoje o representante da organização no país.

"A FAO tem diferentes opções. Vou discutir com o representante regional em Acra, para ver se é possível utilizar fundo disponível de projetos técnicos de cooperação", disse à imprensa o representante daquele organismo da ONU em Cabo Verde, Rémi Nono.

Rémi Nono falava à imprensa, no concelho de Santa Cruz, durante uma visita ao interior da ilha de Santiago, acompanhado do ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e colaboradores, para avaliar a situação do ano agrícola naquela região, marcada pela escassez da chuva.

"Neste momento, a decisão é do representante regional da FAO, mas penso que vai fazer porque estamos em situação de crise. Posso dizer que a FAO vai ajudar, mas não posso dizer exatamente qual será o montante da contribuição", prometeu.

Relativamente à situação do interior de Santiago e de todo o país, Rémi Nono disse que é "muito preocupante".

"Não choveu durante muito tempo e o milho está em situação de stresse. O clima é muito seco. Vamos imediatamente desenvolver um plano de emergência e vamos também solicitar ajuda de parceiros para acudir o mundo rural", indicou.

O representante daquele organismo da ONU em Cabo Verde recordou que na semana passada realizou-se uma reunião sobre os pequenos estados insulares, dos quais Cabo Verde faz parte, e que são vulneráveis, entre outros, aos efeitos das mudanças climáticas, secas e furacões.

Por isso, recomendou ao país o desenvolvimento de "opções técnicas", mas também políticas, leis e regulamentos para melhorar o uso do terreno, do solo e da água.

Durante a visita ao interior de Santiago, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, anunciou que o Governo cabo-verdiano vai aprovar um plano de emergência de 7 milhões de euros para mitigar os efeitos da seca e do mau ano agrícola.

O ministro disse que, após aprovação, o financiamento do plano deverá ser mobilizado entre os "habituais parceiros internacionais de desenvolvimento" do país.

Segundo Gilberto Silva, as grandes medidas irão abranger o salvamento do gado, melhoria na gestão da água e criação de empregos para as pessoas afetadas.

O governante estimou que 17.200 famílias, cerca de 62% das famílias rurais, serão diretamente afetadas pelo mau ano agrícola.

Por isso, referiu que o Governo vai avaliar a situação alimentar das famílias e implementar "medidas concretas" para a gestão do stock no país, fazendo distribuição "de forma adequada", para evitar problemas nutricionais ligados a vulnerabilidade alimentar.

Gilberto Silva disse que as previsões iniciais das instituições especializadas "falharam" e Cabo Verde regista "um dos piores anos" em termos de seca, já que as chuvas não ultrapassaram os 30% das registadas no ano passado.

Com uma situação agrícola "bastante má, o ministro disse que a produção de pasto é "muito baixa", a produção agrícola de sequeiro é "para se esquecer" e as reservas subterrâneas de água estão "longe" do nível desejado.

O titular da pasta da Agricultura cabo-verdiana anunciou também que o Governo vai criar "medidas muito concretas" e "restritivas" para gestão da água e apoiar os agricultores em matéria de rega gota-a-gota.

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