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"FC Porto não soube preparar o futuro..."

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/07/2017 Bruno Monteiro

Domingos comentou a opção do FC Porto em contratar Sérgio Conceição e ainda abordou os momentos de Sporting e Benfica. Tal como Salvador, também acha que devia ter sido campeão no Braga...

Sincero, sem filtros, Domingos abordou a atual situação do FC Porto à entrada de uma época que espera ser de "grande pressão" para os três grandes.

Sérgio Conceição é a pessoa certa para o atual momento do FC Porto?

-Acho que sim, é a pessoa certa, e não o digo por ser meu amigo. No entanto, este será um ano de muita pressão para os três grandes. O Benfica quer fazer história com a conquista do pentacampeonato, enquanto o Sporting, desde a aposta em Jorge Jesus, tem tido uma pressão cada vez maior para voltar a ganhar o título. O tempo vai passando e os adeptos, apesar de serem leais, também têm limites. E depois há o FC Porto, que pretende recuperar aquilo que perdeu para o Benfica. O Sérgio [Conceição] terá a responsabilidade de ganhar praticamente com os mesmos jogadores que não ganharam nada nos últimos anos. É um trabalho de risco, mas ele é a pessoa certa.

Consegue perceber como é que o FC Porto perdeu a hegemonia do futebol português, mesmo em termos económicos?

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-O FC Porto não soube preparar o futuro. Quando foi campeão europeu com a geração do Gomes, Lima Pereira ou Frasco, pensei que o clube ia começar a apostar em jogadores de renome internacional. Não foi isso que aconteceu, o FC Porto continuou fiel à aposta na formação, nos jogadores portugueses, e com isso manteve a hegemonia em Portugal. A partir de um determinado momento, e fruto do seu crescimento, o FC Porto começou a apostar em nomes fortes e a comprar muito caro. Por exemplo, eu fui vendido ao Tenerife por oito milhões de euros, muito dinheiro, e passados uns anos vejo o clube a comprar, por esse mesmo valor, o Diego Reyes, que passou a maior parte do ano a jogar na equipa B. Se calhar, houve outros clubes, como o Benfica, que trabalharam melhor.

Mas acredita num regresso ao passado e numa aposta mais vincada na formação?

-Não sei, tenho dúvidas. Tenho mesmo muitas dúvidas. Aqui falo na condição de adepto e sócio do FC Porto há 27 anos: ainda agora o clube transferiu o Francisco Ramos para o V. Guimarães e o Tomas Podstawaski para o V. Setúbal, tendo ficado com 50 por cento do passe. Portanto, essa aposta na formação não parece existir.

Leia toda a entrevista na edição e-paper de O JOGO

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