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Fecho da Monarch causa prejuízo de 36 ME no Algarve - AHETA

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

O líder da maior associação hoteleira do Algarve, Elidérico Viegas, calculou hoje em 36 milhões de euros o prejuízo global para os hotéis da região, na sequência da falência da companhia britânica aérea Monarch.

"Atendendo ao número de reservas já feitas, o Algarve terá um prejuízo global de 36 milhões de euros, embora seja expectável que outras companhias aéreas e outros operadores turísticos tentem agora captar os clientes que tinham reservado através da Monarch", estimou o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Segundo aquele responsável, existe ainda um prejuízo direto de "seis a sete milhões de euros", que dizem respeito a estadias já efetuadas nos meses de agosto e setembro, mas que, apesar de terem sido pagos pelo cliente ao ao operador, este ainda não os liquidou junto das unidades hoteleiras, o que torna este valor "irrecuperável".

Além da companhia aérea de baixo custo, o grupo britânico detinha operadoras turísticas que, normalmente só pagam o valor das estadias às unidades hoteleiras num prazo médio de 30 a 45 dias.

Elidérico Viegas estimou ainda que, sendo, até agora, a terceira maior companhia aérea a operar no aeroporto de Faro, com uma quota de 7,5%, a falência da Monarch possa ter um impacto nas taxas de ocupação da região na ordem dos 5%.

"Nos próximos três, quatro, cinco meses, o efeito será muito significativo, quer em taxas de ocupação, quer nos resultados económicos das empresas, uma vez que a Monarch tinha sobretudo uma importância maior durante a estação baixa", frisou.

Elidérico Viegas observou que a companhia de baixo custo estava a registar um crescimento no transporte de passageiros para o aeroporto de Faro na ordem dos 10,5%.

Até ao final de agosto tinha transportado 418 mil passageiros e esperava-se que até ao final do ano transportasse 630 mil, para o aeroporto da capital algarvia.

"Neste momento, há aqui uma oportunidade de negócio para outras companhias aéreas e a verdade é que haverá uma outra batalha para disputar estes turistas", concluiu.

Assumindo que se trata de uma situação para a qual o Algarve não estava preparado, por ter sido "tudo muito repentino", o presidente da Região de Turismo do Algarve lembrou que a Monarch "não tinha nenhuma rota exclusiva" e que há outras companhias britânicas que continuam a voar a partir dos mesmos destinos.

"Há empresas que já estão a procurar que alguns funcionários, tripulação e comandantes da Monarch possam começar a trabalhar nessas companhias, o que é um bom sinal, é sinal de que há procura", referiu Desidério Silva à Lusa, sublinhando que já se estão a tentar encontrar soluções que minimizem o impacto do fecho da companhia "low cost".

Segundo aquele responsável, neste momento estão a ser procuradas "soluções alternativas", quer através do Turismo de Portugal, quer através do Governo, para que outras companhias "possam captar os passageiros" que seriam da Monarch e que continuarão, de certeza, a continuar a viajar para a região".

Na segunda-feira, foi conhecido que a companhia britânica Monarch deixou de operar, deixando em terra cerca de 110.000 passageiros e anulando 300 mil reservas já feitas.

A Monarch é a quinta companhia aérea do Reino Unido e a mais importante do país a declarar-se na bancarrota, depois de enfrentar dificuldades com a queda de mercados turísticos como a Turquia e o Egito.

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