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Ferro Rodrigues evoca João Lobo Antunes, um "cidadão a tempo inteiro"

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, recordou hoje o legado de João Lobo Antunes, um "cidadão a tempo inteiro" e um humanista que "muita falta faz à democracia portuguesa".

"Repito, como há um ano na Assembleia da República, o meu público agradecimento a um homem que me habituei a admirar e a respeitar", assinalou Ferro Rodrigues, falando em Lisboa na sessão de abertura do XX Seminário Nacional do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, entidade que foi liderada por Lobo Antunes.

O Presidente da Assembleia da República declarou que o Conselho Nacional "é hoje uma instituição prestigiada e respeitada" e, para tal, muito contribuiu o papel de João Lobo Antunes.

"Ele era por direito próprio o rosto da ética para as ciências da vida em Portugal" e, "sem demagogias, sem sectarismos", impunha-se "pela autoridade serena dos bons argumentos", sublinhou Ferro Rodrigues.

Na sua intervenção, o presidente da Assembleia da República falou ainda da "era da globalização" que o globo atravessa, destacando a "saudável proximidade cultural e comunicacional", mas deixando alguns alertas.

"Há uma inevitável tensão entre a velocidade científica e tecnológica e o ritmo a que evoluem os valores sociais e culturais. Os fins não justificam os meios. Só nos regimes totalitários", sustentou.

É objetivo do seminário, que decorre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, debater os progressos mais relevantes nas áreas das neurociências e promover a discussão bioética sobre esta matéria junto da sociedade.

O evento é também uma homenagem ao anterior Presidente do Conselho Nacional de Ética, João Lobo Antunes, falecido em 2016.

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