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Fidelity despede dois dirigentes depois de terem sido acusados de assédio sexual

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

O fundo de investimento Fidelity, um dos mais poderosos do mundo, que é dirigido por uma mulher, despediu dois dirigentes, depois de terem sido acusados de assédio sexual, disse hoje à AFP fonte conhecedora do caso.

Estes dois casos são os primeiros oficializados na finança norte-americana, meio profissional dominado por homens, depois da vaga de escândalos de agressões sexuais que tem abalado Silicon Valley e Hollywood.

Robert Chow e Gavin Baker, dois gestores de carteiras de investimento, com estatuto de estrela, no departamento de ações da Fidelity Investments, tiveram de sair da empresa recentemente, depois de serem alvo de acusações de natureza sexual apresentadas por trabalhadoras da firma, adiantou aquela fonte, sob anonimato.

Chow, de 56 anos, dos quais 30 passados na Fidelity, é acusado de fazer afirmações de caráter sexual às colegas. Foi despedido no início de outubro.

Baker, que geria uma carteira de investimento no valor de 16 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros), teria assediado sexualmente uma jovem empregada, com 26 anos, ainda segundo a mesma fonte. Baker saiu em setembro.

Contactado pela agência noticiosa AFP, o seu porta-voz não respondeu.

"As políticas da Fidelity proíbem o assédio, seja porque forma seja, e quando as alegações deste tipo são levadas à nossa atenção, nós agimos imediatamente e tomamos as medidas imediatas e adaptadas", declarou um porta-voz, Vincent Loporchio, em correio eletrónico.

"Não toleramos nem aceitaremos este tipo de comportamento", acrescentou, explicando que os empregados são incitados a denunciar todo o comportamento considerado inapropriado, através de diferentes canais, designadamente uma linha telefónica especial.

A Fidelity, que gere ativos de valor superior a 6,4 biliões (milhão de milhões) de dólares e emprega cerca de 40 mil pessoas, é dirigida por Abigail Johnson, considerada a mulher mais poderosa da finança norte-americana.

Johnson pressionou a saída dos dois dirigentes e contratou uma firma externa para inquirir o departamento de Ações, dominado por homens, acrescentou a mencionada fonte anónima.

Na semana passada, decorreu uma reunião de urgência na Fidelity, onde foi repetido que a empresa tinha uma "tolerância zero" face a todo o comportamento "inapropriado".

O mundo financeiro, simbolizado pela praça financeira Wall Street, é criticado frequentemente pela fraca representação de mulheres e minorias.

Dos postos de presidente executivo no setor financeiro apenas 2% são preenchidos por mulheres, segundo o gabinete de estudos Catalyst. Os seis grandes bancos norte-americanos - JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley -- são todos dirigidos por homens.

No ano passado, o Bank of America foi alvo de uma queixa, acusando-o de pagar menos a mulheres com responsabilidades iguais às de homens e de ter instaurado no seu seio uma "atmosfera viril".

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