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FIFA amplia a nível mundial sanção imposta a responsável de federação timorense

Logótipo de LusaLusa 07/02/2017 António Sampaio
STEFFEN SCHMIDT/KEYSTONE © EPA / STEFFEN SCHMIDT STEFFEN SCHMIDT/KEYSTONE

Díli, 07 fev (Lusa) - A FIFA anunciou ter ampliado a nível mundial uma sanção imposta pela Comissão Disciplinar da Confederação Asiática de Futebol (CAF) ao secretário-geral da Federação de Futebol de Timor-Leste, culpado de usar documentos falsos para regularizar jogadores brasileiros.

A decisão da FIFA, anunciada na página na internet da organização, explica que a decisão proíbe Amândio de Araújo Sarmento de participar durante três anos "em qualquer tipo de atividade relacionada com futebol" a nível mundial.

"As investigações da CAF sobre a colocação de jogadores inelegíveis por Timor-Leste foram realizadas em conjunto com a FIFA. Depois de receber o arquivo da CAF, a FIFA está agora em processo de conclusão de suas próprias investigações", explica a FIFA.

A 20 de janeiro a Confederação Asiática de Futebol (CAF) suspendeu Timor-Leste da edição de 2023 da Taça Asiática depois de comprovar que a federação timorense utilizou 12 jogadores brasileiros com documentos de nacionalidade falsos.

A CAF explicou na altura que a decisão foi tomada depois de uma investigação, iniciada em junho do ano passado, sobre o uso de jogadores brasileiros durante o período de qualificação para a edição de 2019 da Taça Asiática.

Além de impedir Timor-Leste de participar na qualificação para a edição de 2023 do troféu a federação timorense terá que pagar uma multa de 20 mil dólares.

O secretário-geral da federação de Timor-Leste, Amândio de Araújo Sarmento, foi banido durante três anos de atividades relacionadas com o futebol e condenado a uma multa de 9 mil dólares.

Um outro responsável, Gelásio Da Silva Carvalho, foi multado em três mil dólares por tentar interferir com a investigação.

A agência Lusa noticiou em dezembro que uma investigação da CAF comprovou que os jogadores brasileiros foram registados na seleção com certidões de nascimento ou de batismo falsas que alegavam que um ou ambos os pais tinham nascido em Timor-Leste.

"Verificou-se que esses elementos foram falsificados", refere um comunicado da CAF que explica que "a investigação não permitiu qualquer conclusão sobre a validade da cidadania de Timor-Leste detida por esses futebolistas" sendo que essa "é uma questão para as autoridades de Timor-Leste".

Nove dos jogadores brasileiros em causa participaram em 29 jogos sob jurisdição da CAF, nomeadamente na qualificação para a Taça Asiática de 2019 (em que Timor-Leste foi afastado) e em sete jogos sob jurisdição da FIFA, nomeadamente de qualificação para o Mundial de 2018 (também afastado).

O Comité Disciplinar da CAF determinou agora que a Federação de Futebol de Timor-Leste (FFTL) perdeu esses 29 jogos, aplicando uma multa adicional de 56 mil dólares suspensa durante um período probatório de dois anos.

Esta investigação da CAF soma-se a uma outra sobre o mesmo caso iniciada em 2015 pela FIFA e cujos resultados não são ainda conhecidos, tendo o assunto sido igualmente alvo de um inquérito do executivo timorense.

Sem liga nacional há vários anos, Timor-Leste subiu, entre 2011 e 2015, no 'ranking' da FIFA do 205.º para o 170.º posto, sendo atualmente o 191.º, uma posição que poderá ser afetada pelas decisões disciplinares.

ASP // DM

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