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Filipe Nyusi diz que é tempo de a justiça trabalhar no caso das dívidas ocultas

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/07/2017 Administrator

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Maputo que é tempo de as instituições da justiça agirem em relação à questão das dívidas ocultas, considerando haver indícios criminais no caso.

"É tempo de deixarmos a justiça trabalhar dentro do princípio da separação de poderes", frisou Filipe Nyusi, falando no encerramento da VI Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido no poder.

Segundo o chefe de Estado moçambicano, o relatório da auditoria realizada pela firma internacional Kroll às dívidas ocultas revela a existência de indícios criminais no processo que norteou a contração dos referidos encargos.

"Na questão da dívida, o relatório indica haver indícios criminais", assinalou Filipe Nyusi.

O Presidente moçambicano adiantou que o Governo vai continuar a colaborar com a Procuradoria-Geral da República visando a investigação e esclarecimento do caso.

"O Governo vai dar o apoio necessário para o esclarecimento da questão", acrescentou o Presidente moçambicano.

Em abril do ano passado, órgãos de comunicação social estrangeiros revelaram que o Governo moçambicano avalizou secretamente dívidas superiores a mil milhões de dólares a favor das empresas MAM e Proindicus, ligadas à segurança marítima e maioritariamente participadas pelo Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), entre 2013 e 2014.

O montante somou-se a um valor de 850 milhões de dólares que o executivo na altura chefiado pelo Presidente Armando Guebuza avalizou secretamente a favor da Ematum, firma ligada à pesca e igualmente detida pelo SISE.

Na sequência da descoberta das referidas dívidas, o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e doadores internacionais suspenderam a ajuda ao país, condicionamento o reatamento do apoio à realização de uma auditoria internacional às dívidas.

Em 24 de junho último, a firma de investigação internacional Kroll divulgou um sumário executivo do relatório da auditoria, revelando situações de sobre faturação e falta de justificativos em relação à maior parte do dinheiro das dívidas ocultas.

Em reação ao relatório, o FMI considerou haver lacunas de informação, exigindo que as omissões sejam supridas pelas autoridades moçambicanas.

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