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Filme e minissérie sobre início da carreira de Eusébio estreiam-se em 2018

Logótipo de LusaLusa 26/04/2017 Joana Simões

Lisboa, 26 abr (Lusa) – O início da carreira de Eusébio e a disputa do futebolista por Sporting e Benfica são tema central de um filme e de uma minissérie realizados por António Pinhão Botelho, a estrearem-se no próximo ano, foi hoje anunciado.

De acordo com um comunicado hoje divulgado pela Leopardo Filmes, a rodagem do filme e da minissérie “Ruth”, com argumento da jornalista Leonor Pinhão, “já decorre em Lisboa e vai prolongar-se por dois meses entre a capital portuguesa e Maputo”.

“Ruth”, refere a produtora, “não é, no entanto, apenas uma história sobre futebol”. “É uma série em dois episódios e uma longa-metragem sobre a sociedade portuguesa metropolitana e ultramarina no início da década de 60, que tem como pano de fundo a história de um jovem futebolista moçambicano chamado Eusébio, um atleta predestinado do Sporting Clube de Lourenço Marques, que se vê cobiçado e, finalmente, contratado pelo clube rival, o Sport Lisboa e Benfica”, lê-se no comunicado.

O ator Igor Regalla vestirá a pele de Eusébio em “Ruth”, que conta no elenco com, entre outros, Ana Bustorff, Miguel Nunes, Maria Emília Correia, Rui Morisson, Anabela Moreira, José Raposo, Marco Delgado, Bruna Quintas, Miguel Borges, Teresa Madruga e Vítor Norte.

O nome do filme e da minissérie, “Ruth”, é explicado pela produtora: “Em pleno salazarismo, entre Lisboa e Lourenço Marques, uma batalha jurídica e de influências entre os dois clubes desportivos da capital, com fortíssimas ramificações na baixa e na alta sociedade do país pela posse do jovem prodígio, vai durar meses. Numa insólita operação de espionagem e de contraespionagem, Eusébio viajará para Lisboa sob o nome falso de uma mulher, Ruth”.

Para muitos o melhor futebolista português de sempre, campeão nacional pelo Benfica 11 vezes e vencedor da Taça dos Campeões em 1962, Eusébio da Silva Ferreira morreu na madrugada de 05 de janeiro de 2014, aos 71 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.

Também carinhosamente tratado por ‘King’, ganhou em 1965 a Bola de Ouro, que então distinguia o melhor futebolista europeu a jogar na Europa, e conquistou duas vezes a Bota de Ouro (1967/68 e 1972/73), prémio para o melhor marcador dos campeonatos nacionais europeus.

GUILHERME VENÂNCIO/LUSA © LUSA / GUILHERME VENÂNCIO GUILHERME VENÂNCIO/LUSA

No Campeonato Mundial de 1966, disputado em Inglaterra, foi um dos mais destacados jogadores da competição e o melhor marcador, contribuindo com nove golos para o terceiro lugar de Portugal.

Os restos mortais do futebolista estão desde julho de 2015 no Panteão Nacional, em Lisboa.

JRS (RPM/HPG) // TDI

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