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FMI prevê recessão de 0,7% em Angola em 2016 e crescimento de 1,5% este ano

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/10/2017 Administrator

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje que a economia de Angola tenha sofrido uma recessão de 0,7% do Produto Interno Bruto, revendo também a previsão de crescimento, este ano, de 1,3% para 1,5%.

Nas Previsões Económicas Mundiais, hoje divulgado em Washington, os economistas do FMI antecipam que, no ano passado, Angola tenha sofrido um crescimento negativo de 0,7%, o que contrasta com a previsão atual do executivo de Angola, que aponta oficialmente para um crescimento de 1,1% em 2016 e de 2,1% este ano.

O Instituto Nacional de Estatísticas de Angola ainda não divulgou os dados relativamente ao último trimestre do ano passado, mas de acordo com o Boletim do Produto Interno Bruto Trimestral, no primeiro trimestre do ano passado, a economia de Angola registou, sempre face ao período homólogo, um crescimento de -1,9%, a que se somou uma nova contração de 7,8% e, finalmente, um recuo de 4,3% na riqueza produzida no país no terceiro trimestre, o que dá uma média de 4,7% nesses nove meses.

No documento hoje divulgado, o FMI diz que "o crescimento para 2017 foi revisto em alta, de 1,3% em abril, para 1,5% agora, porque uma revisão à produção petrolífera em 2016 aumentou a magnitude da recuperação esperada".

O FMI, de resto, diz que a perspetiva de evolução económica para os países importadores de petróleo "é, de uma forma geral, melhor [do que nas previsões de abril], com uma taxa de crescimento agregada de 3,9% em 2017, aumentando para 4,4% em 2018".

Sobre a inflação, o último aspeto a que os técnicos do FMI se referem no que diz respeito a Angola, a previsão é que a subida dos preços "se mantenha elevada, com uma taxa de dois dígitos, refletindo os persistentes efeitos dos choques inflacionários do passado que resultam das fortes depreciações da moeda, bem como o aumento dos preços da eletricidade e dos combustíveis".

Assim, os preços deverão aumentar 30,9% em Angola este ano, descendo para 20,6% em 2018, depois de em 2016 os preços terem subido 32,4%, segundo o FMI.

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