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Folio assinala hoje em Óbidos os cem anos da Revolução Russa

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

Cem anos depois de os bolcheviques terem cercado a capital, a Revolução Russa de 1917 é hoje assinalada no Folio -- Festival Literário Internacional de Óbidos, com a programação da associação Iúri Gagarin.

"A revolução Russa e a experiência Soviética" vão ser contadas ao público do Folio pelo professor Luís Rafael Gomes, ao longo de um dia em que as aulas do festival versarão ainda sobre "Os poetas da Revolução" e a "Voz feminina" na cultura russa.

As aulas, inseridas na programação da associação Iúri Gagarin, parceira da terceira edição do Folio, abordarão ainda "as artes visuais em tempo de revolução" e a "Revolução Russa na história", tema que também leva a Óbidos o professor catedrático jubilado António Avelãs Nunes.

A revolução, cujo centenário se assinala hoje, é ainda mote para a projeção comentada do filme "O Couraçado Potemkine", de Serguei Eisenstein.

A Revolução Russa de 1917 derrubou a autocracia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Ilitch Ulianov, Lenine, depois de, entre fevereiro e outubro desse ano, se terem realizado dezenas de manifestações populares que fizeram o czar Nicolau II renunciar, e viriam a dar origem à União Soviética, em 1922, primeira confederação de estados socialistas do mundo, que perdurou até 1991.

A chamada revolução de fevereiro levou ao afastamento do czar e procurou estabelecer uma república liberal; a de outubro, determinada pelo levantamento do Partido Bolchevique contra o Governo Provisório, consagraria a conquista do poder pelos sovietes.

Além do centenário da revolução Russa, o programa do Folio será ainda hoje marcado por uma mesa redonda em torno da história de D. Pedro e D. Inês, integrada nas comemorações dos 650 anos de D. Pedro I (1320-1367).

Laurent Binet - que em 2012 publicou a crónica da campanha residencial de François Hollande intitulada "Rien ne se passe comme prévu" ("Nada se passa como previsto"), e, em 2015, o romance "A sétima função da linguagem. Quem matou Roland Barthes?" - vai estar à conversa com Anabela Mota Ribeiro (que comissariou o capítulo da Folia nas duas edições anteriores do Folio), sobre a realidade e a ficção.

Nos espetáculos, Paulo Bragança fecha o dia com um tributo a Adriano Correia de Oliveira (de quem se assinalam este ano os 75 anos do nascimento), no auditório municipal da Casa da Música.

O Folio desenvolve-se em cinco capítulos - Autores, Folia, Educa, Ilustra e Folio Mais.

Vinte e nove mesas de autores, dez exposições, 15 conversas e um seminário internacional marcam o programa festival, que se prolonga desde a passada quinta-feira, até ao próximo domingo.

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