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Força de manutenção de paz da SADC para o Lesoto envolta em polémica

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/10/2017 Administrator

O envio de uma missão de paz sub-regional para o Lesoto até 01 de novembro está a suscitar polémica, sobretudo depois de a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ter decidido enviar nova equipa de avaliação.

A notícia é avançada hoje pelo diário sul-africano Daily Maverick, que dá conta do desagrado de Maseru face aos atrasos na missão sob os auspícios da própria SADC e que envolverá soldados de Angola, África do Sul, Namíbia e Suazilândia e que visa por cobro ao conflito político-militar que se vive no país.

A decisão de enviar uma força de manutenção de paz para o Lesoto foi decidida a 15 de setembro último, em Pretória, numa cimeira sub-regional, que mandatou o secretariado regional da SADC, em Gaborone (Botsuana), para preparar uma missão técnica de avaliação para analisar a logística necessária.

Os resultados da missão técnica foram apresentados na cimeira de chefes militares da SADC, que decorreu a 06 deste mês, em Luanda, tendo ficado decidido o envio de uma força de 1.200 homens.

Quando se esperava que os chefes militares aprovassem as conclusões, deu-se uma reviravolta e foi determinado o envio de nova missão de avaliação, nomeadamente para definir um novo total de efetivos, bem como outros aspetos organizativos, o que, escreve o jornal, deixou as autoridades de Maseru "irritadas".

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Relações Internacionais do Lesoto, Lesego Makgothi, após uma visita a Gaborone, anunciou domingo que os soldados angolanos, sul-africanos, namibianos e suazis começarão a chegar ao país a 01 de novembro, sob a bandeira da SADC, independentemente da nova avaliação.

O chefe da diplomacia do Lesoto, que falava em Luanda após um encontro com o seu homólogo angolano, Georges Chicoti (Angola presidente atualmente à comissão de Política, Defesa e Segurança da SADC), argumentou ser "estranho" que os chefes militares tenham decidido alterar uma decisão que fora já ratificada pelos presidentes e líderes dos vários países da África Austral.

"Precisamos de aplicar rapidamente o plano de pacificação previsto", ressalvou Makgothi, realçando que um tribunal de Maseru acusou formalmente o ex-comandante militar Tlali Kamoli pelo assassínio de um agente da polícia durante a tentativa de golpe de Estado contra o primeiro-ministro Tom Thabane, a 30 de agosto de 2014.

"Haverá mais oito acusações de tentativa de assassínio de oito pessoas que ficaram feridas no duplo atentado à bomba em Maseru no início de 2014.

Vários observadores, citados pelo Daily Maverick, manifestaram surpresa pelo facto de Kamoli não ter sido acusado de assassinar o antigo comandante militar Maaparankoe Mahao, abatido a tiro em junho de 2015.

Segundo relatos feitos na altura, Mahao foi morto por soldados alegadamente sob ordens de Kamoli, embora os militares tenham afirmado que foi morto quando tentava resistir à ordem de prisão. Familiares de Mahao referiram, porém, que foi assassinado.

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