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Fortes chuvas atrasam contagem dos votos das legislativas senegalesas

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/07/2017 Administrator

As fortes chuvas que caíram sobretudo no sul do Senegal atrasaram significativamente o encerramento das urnas nalgumas regiões e, consequentemente, o início da contagem dos votos nas eleições legislativas de domingo, participadas, oficiosamente, por 54% dos eleitores.

Fontes oficiais senegalesas adiantaram que os primeiros resultados oficiais, previstos inicialmente para serem divulgados à meia-noite de domingo, hora em que em várias assembleias de voto ainda se votava, deverão ser conhecidos ao longo do dia de hoje, mesmo apesar de alguma desorganização eleitoral.

As fortes chuvas que caíram intensamente a partir do início da tarde, mantendo-se ainda nalgumas regiões, provocaram vários atrasos na logística, mas em Dacar, na capital, e na diáspora, contas feitas por vários órgãos de comunicação locais dão conta de uma liderança significativa do presidente da câmara da cidade, Khaliffa Sall.

O autarca de Dacar encontra-se detido preventivamente desde março deste ano sob a acusação de "desvio presumível de fundos", face a "despesas não justificadas" de mais de 2,7 milhões de euros durante os primeiros anos de mandato, iniciado em 2009, à frente da edilidade.

Khaliffa Sall, apesar de tudo, continua em funções, dirigiu a campanha eleitoral, iniciada a 09 deste mês, a partir da prisão de Dacar, com os apoiantes a insistir que a detenção constitui uma "tentativa do poder para eliminar" um adversário político para a votação presidencial de 2019, acusação rejeitada pelo Presidente e pelo Governo.

O edil, que não tem qualquer ligação familiar ao presidente senegalês, é visto localmente como um dos principais opositores de Macky Sall nas presidenciais de 2019 (os mandatos presidenciais no Senegal têm a duração de sete anos).

A chuva diluviana que caiu sobretudo na zona de Touba (centro do país) provocou atrasos na abertura das urnas, o que levou a confrontos entre eleitores, obrigando o governador local a prolongar a votação até cerca da meia-noite, no único incidente importante ocorrido no dia das eleições.

No final da jornada, o ex-presidente do Senegal, Abdoulaye Wade (2000/12), líder do Partido Democrático Senegalês (PDS), criticou o processo das eleições legislativas, por alegadamente o prejudicarem nas votações.

"(O Presidente senegalês) Macky Sall deu instruções para que não existissem boletins de voto em todos os locais onde se pensa que a oposição vai ganhar. É isso que está em curso", disse então Abdoulaye Wade, 91 anos, aos jornalistas após votar.

Wade, que se candidata à chefia do Governo senegalês, fazia referência ao atraso de várias horas na abertura das urnas e várias regiões do país, por falta de boletins de voto de várias listas.

Macky Sall, que apoia a lista liderada pelo atual primeiro-ministro cessante, Mohammed Dionne, apelou à calma e afirmou esperar que os atrasos verificados em algumas urnas possam ser superados, frisando que o Senegal "é uma democracia e nada a fará recuar".

As legislativas ficam marcadas pelo recorde de 47 listas para preencher a nova Assembleia Nacional de 165 deputados, mais 15 do que na anterior legislativa, depois da alteração constitucional de 2016 que acrescentou a dezena e meia em representação da diáspora.

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