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França deve aprovar hoje lei antiterrorista controversa

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/10/2017 Administrator

Os deputados franceses devem aprovar hoje um projeto de lei antiterrorista, que o governo considera "uma resposta duradoura a uma ameaça duradora", mas criticado à esquerda por "atentar contra as liberdades".

O texto será votado às 14:15 TMG na Assembleia Nacional onde o partido do presidente Emmanuel Macron dispõe de uma maioria confortável e deve receber o apoio de uma parte da direita e da esquerda.

A votação ocorre após uma semana de debates acalorados e dois dias depois do esfaqueamento mortal de duas jovens em Marselha, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico. O presumível autor do ataque foi abatido por militares.

Este ataque fez aumentar para 241 o número de pessoas mortas em atentados em França desde 2015.

O ministro do Interior, Gérard Collomb, defendeu hoje uma lei "extremamente útil" face a uma "ameaça extremamente grave".

"Muitas pessoas dizem que (a lei) é liberticida" mas "se não for feita o resultado são atentados como este" de Marselha, insistiu em declarações à rádio France Inter.

A lei visa transpor para o direito comum algumas medidas do estado de emergência, instaurado pelo antigo governo socialista após os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, que causaram 130 mortos.

O estado de emergência, que dá às autoridades poderes excecionais, deve ser temporário, mas foi prolongado por seis vezes, devido a atentados ou ameaças.

Macron prometeu que a nova lei será "objeto de avaliação em 2020", podendo algumas medidas ser "suprimidas" e outras adicionadas.

Segundo uma sondagem publicada a semana passada no diário Le Figaro, 57% dos franceses são favoráveis ao projeto de lei.

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