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França quer criar já este verão centros de registo para refugiados na Líbia

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

A França vai criar já este verão centros de registo ('hotspots') na Líbia para os requerentes de asilo, admitindo avançar sem a Europa, anunciou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron.

"A ideia é criar na Líbia 'hotspots', de forma a evitar que as pessoas assumam riscos loucos, quando nem sequer são elegíveis para asilo. (...) Nós vamos ter com elas. Espero fazê-lo este verão", com ou sem a Europa, afirmou o chefe de Estado francês, durante uma visita a um centro de acolhimento de refugiados em Orleães (centro de França).

O chefe de Estado francês adiantou que vai enviar missões do gabinete francês para a proteção de refugiados e apátridas (Ofpra, na sigla em francês) a 'hotspots' italianos e afirmou-se pronto para fazer o mesmo na Líbia.

Macron admitiu também a possibilidade de criar este tipo de centros no Níger.

"Os outros países europeus estão muito reticentes. Vamos tentar fazer isto com a Europa, mas a França vai fazê-lo", disse.

O Eliseu considera necessário que "estejam reunidas as condições de segurança", algo que, segundo a presidência francesa, não se verifica neste momento.

"O objetivo é garantir um pré-tratamento dos pedidos, em vez de deixar as pessoas atravessar o Mediterrâneo, com riscos para as suas vidas", declarou.

De acordo com o Presidente francês, há entre 800 mil e um milhão de pessoas na Líbia, em campos, em pavilhões, "sem padrões mínimos de humanidade".

Macron insistiu na necessidade de "estabilizar a Líbia".

O Presidente encontrou, durante a visita ao albergue provisório, duas famílias que obtiveram há poucos meses o estatuto de refugiados, uma de Alepo, na Síria, e outra de Brazzaville, do Congo.

O chefe de Estado aproveitou para reafirmar a distinção entre requerentes de asilo e migrantes económicos.

"Não existe nenhum país capaz de acolher todos os migrantes económicos", disse, após assistir à cerimónia de naturalização de três pessoas.

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