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Franceses apoiam modernização do instituto de meteorologia angolano

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) de Angola vai receber equipamentos e 'software' fornecidos pelo instituto público Météo Française Internationale (MFI), num projeto de modernização que deverá prolongar-se até 2022.

O processo envolve a assinatura de um contrato de fornecimento entre os franceses do MFI e o Ministério das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação angolano, subdelegado no diretor-geral do Inamet, Domingos José do Nascimento, conforme despacho governamental a que a Lusa teve hoje acesso.

Assinado pelo ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, o documento, de 19 de julho, refere que o contrato com a MFI envolve ainda obras de construção civil e a prestação de outros serviços no âmbito do contrato, a rubricar, para o projeto de modernização do Inamet.

A concretização deste contrato resulta de um acordo assinado em Luanda, a 03 de julho de 2015, durante a visita do então Presidente francês, François Hollande, à capital angolana, prevendo uma parceria do Inamet com o instituto público Météo Française Internationale e a empresa angolana LTP Energia.

Não foram adiantados os valores envolvidos neste contrato entre os dois institutos nacionais ligados à meteorologia, em Angola e na França.

No entanto, aquele instituto público angolano chegou a apresentar um Plano de Desenvolvimento Estratégico para o período 2011-2017, avaliado em mais de 116 milhões de dólares (100 milhões de euros), cuja concretização foi dificultada pela crise que afetou Angola a partir de finais de 2014.

Previa então o reforço da capacidade operacional do Inamet, como a reposição e funcionamento adequado de 28 estações convencionais, espalhadas por todas as províncias, a instalação de 572 novas Estações Meteorológicas Automáticas (EMAS) para fins sinópticos (previsão de tempo), climáticos, agrometeorológico e hidrológico.

O plano envolvia ainda a instalação de estações de medição da radiação UltraVioleta (UV), descargas elétricas atmosféricas e qualidade do ar, e a construção de três centros regionais de previsão do tempo para as áreas norte, centro e sul do país.

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