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Freguesia de Arroios, em Lisboa, tem 104 idosos por cada 100 jovens

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

A freguesia de Arroios, em Lisboa, tem 104 idosos por cada 100 jovens, de acordo com um estudo do Instituto Superior Técnico pedido pela Junta, autarquia que diz notar um "rejuvenescimento da população residente" nos últimos anos.

"Nós sentimos que houve mudança na freguesia: não tínhamos conhecimento de que era uma freguesia para viver e criar família, e em 10 anos houve um rejuvenescimento da população residente na freguesia", disse a autarca de Arroios, Margarida Martins (PS), em declarações à agência Lusa.

Em causa está o estudo "Conhecer Arroios", sobre a população e as suas condições de vida, que foi pedido pela Junta ao Instituto Superior Técnico, num investimento de "cerca de 30 mil euros", segundo a presidente.

"Temos muitas pessoas em idade ativa, com mais qualificações académicas e com empregos socialmente valorizados", assinalou.

O documento mostrou que "as pessoas continuam a escolher Arroios para morar porque é um lugar muito bem localizado na cidade, no coração da cidade, acessível, com diversos e melhorados transportes, e também uma zona mais cosmopolita", acrescentou a autarca.

Ao todo, foram inquiridos 1.230 residentes na freguesia (o que representa um erro de amostragem de cerca de 2,85%), através de entrevistas feitas porta a porta entre 01 de abril e 13 de maio deste ano.

Os resultados revelam também que existe uma percentagem mais elevada de mulheres (51,85%) do que de homens (48,15%), sendo que as faixas etárias mais expressivas variam, respetivamente, entre os 40 e os 44 anos e entre os 35 e os 39 anos.

Quanto às qualificações académicas, 33,82% da população inquirida tem licenciatura, mas 78,29% tem mais do que o ensino secundário completo.

Relativamente à imigração, foram inquiridos moradores oriundos de mais de 40 países, 49,88% dos quais vivem há menos de 10 anos em Arroios.

A multiculturalidade foi, inclusive, um dos aspetos valorizados por 88% dos moradores entrevistados.

"As pessoas valorizam muito o aspeto multicultural da freguesia. [...] Nós não temos guerras, as pessoas vivem bem umas com as outras, não há guetos", justificou Margarida Martins.

Questionados sobre a qualidade de vida na freguesia, 17,53% dos inquiridos mostraram-se extremamente satisfeitos, 34,18% muito satisfeitos e 30,08% razoavelmente satisfeitos.

"Em termos gerais, as pessoas estavam contentes com a freguesia. Têm três mercados perto, têm quatro polos de atendimento da Junta, têm apoio social, têm apoio para as escolas", observou a responsável.

No que toca aos problemas apontados, centraram-se nos transportes públicos, com os inquiridos a sugerirem que "o Metro tivesse mais carruagens e outra higienização", indicou.

O maior desafio é "criar condições necessárias à fixação de jovens e das famílias em Arroios", quando se prevê um decréscimo populacional até 2021, apontou Margarida Martins.

Isso passa, na sua ótica, pela criação de habitação para jovens (através do programa camarário Renda Acessível), pela criação de centros de dia e de outras respostas para os idosos e ainda pela aposta nos serviços de saúde.

O estudo, que será depois enviado pela Junta à Câmara de Lisboa, é hoje apresentado.

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