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Furacão Irma: Diretor de redes sociais de Trump publica vídeo falso de aeroporto de Miami

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

O diretor de redes sociais do Presidente dos Estados Unidos publicou, no domingo, no Twitter, um vídeo falso do Aeroporto Internacional de Miami, supostamente inundado pelo impacto do furacão Irma, o que foi desmentido pelas autoridades aeroportuárias.

"Assim está o Aeroporto Internacional de Miami! Tenham cuidado!", escreveu Dan Scavino, numa mensagem que acompanhava um vídeo que aparentemente mostrava o aeródromo inundado como consequência do furacão Irma, que tocou terra no domingo em Cayos, no estado norte-americano da Flórida.

"Este vídeo não é do Aeroporto Internacional de Miami", afirmaram os responsáveis do aeródromo, também através da rede de mensagens instantâneas Twitter.

O funcionário da Casa Branca chegou a partilhar as imagens com Donald Trump e com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, até ser desmentido pelas autoridades do Aeroporto Internacional de Miami (MIA) que negaram tratar-se de imagens daquele que é o principal aeroporto da Flórida.

Dan Scavino acabou por admitir o erro e apagou o 'tweet' em causa. "Estava entre as centenas de vídeos e fotografias que estou a receber" do furacão, justificou o diretor de redes sociais de Trump, agradecendo ao MIA pela advertência.

"Obrigado, Dan", respondeu o MIA a Scavino, um assessor da confiança do Presidente norte-americano que trabalhou como diretor do clube de golfe Westchester, de Trump, em Nova Iorque, antes de integrar a equipa de campanha eleitoral do magnata em 2016.

O Aeroporto Internacional de Miami vai continuar encerrado hoje devido aos danos causados pelo furacão Irma, informou no domingo o seu diretor, Emilio T. González.

O aeroporto, que fechou ao final do dia de sexta-feira por precaução para aguentar a chegada do Irma, sofreu "danos significativos" devido à agua, indicou González na sua conta na rede Twitter.

Espera-se que o MIA retome a atividade, ainda que com ligações aéreas limitadas, na terça-feira, depois de centenas de voos terem sido cancelados durante o fim de semana.

O Irma tocou terra na madrugada de domingo em Cayos, onde chegou com força de categoria 4 -- na escala Saffir-Simpson de 5 -- e ventos máximos sustentados de 215 quilómetros por hora, voltando de seguida a terra, mais enfraquecido, em Marco Island, na costa oeste da península.

O Irma foi perdendo força à medida que se movimenta rumo a norte e baixou entretanto para categoria 1, após descarregar a sua maior potência destrutiva na costa oeste da Flórida, onde provocou graves inundações.

Apesar de ter enfraquecido, o Irma deixou à sua passagem uma "crise humanitária" em Cayos, devastação e ainda a ameaça de ocorrência de ondas perigosas.

Segundo o mais recente balanço oficial, o Irma fez três mortes na Flórida, mas teme-se que o número de vítimas aumente à medida que as condições meteorológicas forem permitindo maior acesso por parte das equipas de salvamento e resgate.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assinou, no domingo, uma declaração de "grande desastre" na Flórida, anunciou que vai visitar aquele estado "muito em breve" e manifestou-se satisfeito com a resposta dada ao furacão Irma.

Antes de chegar à Flórida, com categoria 5, o furacão Irma causou cerca de 30 vítimas mortais e significativos danos materiais à sua passagem pelas Caraíbas.

As autoridades da Flórida ordenaram a retirada de 6,3 milhões de pessoas face à chegada do furacão e, além do êxodo em massa de residentes que abandonaram o estado, milhares procuraram refúgio nos abrigos habilitados para o efeito.

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