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Fusão de culturas levanta desafios no Boavista

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Hugo Monteiro

Nenhum plantel da I Liga tem tantas nacionalidades (14) como o dos axadrezados, que têm sentido dificuldades. O JOGO falou com Álvaro Magalhães, treinador que passou por experiência semelhante no Gil Vicente.

Miguel Leal destaca o facto de o plantel do Boavista ter jogadores de muitas culturas diferentes como atenuante para um arranque de época difícil: quatro derrotas em cinco jogos. De facto, os axadrezados são o clube da I Liga com o maior número de nacionalidades no plantel, 14, à frente de Sporting (12) e Benfica e V. Guimarães (11). No extremo oposto está o V. Setúbal, com cinco. Na época passada, no Bessa, contavam-se dez nacionalidades.

Álvaro Magalhães passou pela mesma experiência de Miguel Leal na época passada, quando teve também jogadores de 14 nacionalidades no plantel do Gil Vicente. O treinador conversou com O JOGO e explicou os desafios que esta situação levanta.

citacao"Por vezes, os grupinhos podem destabilizar. É preciso cuidado"

"É preciso muita paciência e equilíbrio emocional. Temos de obrigar os jogadores a adaptarem-se a um modo de vida, cultura e forma de estar diferentes. A adaptação também passa pelos aspetos técnicos e táticos do futebol europeu e alguns jogadores, por uma questão de mentalidade, não a conseguem", afirma Álvaro Magalhães, que considera fundamental o papel dos mais experientes: "É essencial ter um líder no balneário que esteja no clube há muitos anos e que possa ser um amigo dos novos jogadores, que tente falar com eles." Além disso, na opinião do técnico, há a estrutura familiar. "Se vivem sozinhos não é bom. É importante ter em casa alguém com quem desabafar e até para ajudar na alimentação, que é um aspeto fundamental."

© Fornecido por O jogo

citacaoNo balneário do Boavista, além do português, fala-se espanhol, francês, mandarim, alemão e inglês

Paralela à questão das nacionalidades estão os idiomas. No Boavista, além do português, fala-se espanhol, francês, inglês, alemão e mandarim. É natural que, através da língua ou outros traços culturais, se formem grupos. Se por um lado facilita a integração, por outro, na visão de Álvaro Magalhães, há riscos. "Por vezes, os grupinhos podem destabilizar e entrar em guerrilhas. É preciso gerir isto com muito cuidado e não se deve contratar muitos jogadores do mesmo país", alerta o técnico, que considera que a língua portuguesa "deve ser aprendida o mais rápido possível".

Ao fim de cinco jogos, Miguel Leal ainda procura estabilizar o onze e apenas um reforço entra no lote de jogadores que foram sempre titulares: o português Vítor Bruno.

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