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Gabigol está talhado para o campeonato português

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/09/2017 Hugo Monteiro

Na opinião de Gonçalo Brandão, que jogou cinco épocas em Itália, o avançado do Benfica pode ter sido vítima da "pressão mediática" e do futebol tático que se pratica no calcio.

© SL Benfica

O facto de ter falhado na afirmação enquanto jogador do Inter não significa que Gabigol seja um flop que tenha deixado de ser o avançado que se destacou no Santos. A opinião vem de quem conhece bem o Calcio, como é o caso do internacional português Gonçalo Brandão. O defesa-central, hoje ao serviço do Estoril, passou cinco épocas em Itália (jogou no Siena, Parma e Cesena) e sabe bem o que custa a quem chega adaptar-se a uma realidade muito específica. É por isso que o jogador acredita que o avançado brasileiro terá na liga lusa uma enorme oportunidade para explodir.

"O estilo de jogo em Portugal ajudará Gabigol, até porque estará numa equipa sempre em posse de bola. Acredito que, no nosso campeonato, ele vai mostrar todo o talento revelado no Brasil e poderá explodir num grande clube que disputa a Champions e luta sempre por títulos. O Benfica fez muito bem em colocar uma opção de compra neste negócio, pois Gabigol é um jogador de seleção", afirma Gonçalo Brandão. Sobre aquilo que poderá ter ajudado Gabigol a apenas ter feito dez jogos pelo Inter, o defesa vê um fator de peso. "Em Itália há uma maior pressão mediática sobre quem chega e há a tendência para se comparar os jogadores com outros. Por exemplo, quando André Silva chegou ao Milão, houve quem dissesse que seria o novo Van Basten... Facilmente se passa um jogador de fenómeno a flop, criando-se expectativas elevadas que não ajudam nada, principalmente os jovens", realça Brandão, que também aponta questões táticas para ofuscar o talento dos criativos: "O futebol italiano é muito diferente do brasileiro e torna mais difícil a vida aos avançados, que não têm muito espaço livre para fintar ou rematar. No caso de Gabigol, chegou ao Inter numa fase complicada do clube, o que o pode ter pressionado mais. Há uma cultura futebolística diferente em Itália e ele pode ter acusado o peso das maiores cargas de treino e da própria competição."

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