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Galerias portuguesas participam na Bienal dos Antiquários de Paris

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/09/2017 Administrator

Difundir a arte portuguesa numa das mais conhecidas feiras de antiquários do mundo é o objetivo de três galerias portuguesas que vão estar na Bienal de Paris, que vai decorrer no Grand Palais, de 11 a 17 de setembro.

Entre 95 expositores, Portugal vai estar representado pela São Roque Antiguidades e Galeria de Arte, de Lisboa, pela AR PAB, uma galeria lisboeta que também se instalou em Paris, e pela Galerie Mendes, de Paris.

A galeria São Roque vai apresentar cerca de 70 peças ligadas aos Descobrimentos e à Expansão Portuguesa, tendo editado, para a bienal, um catálogo de mais de 200 páginas sobre a história da arte portuguesa do século XV ao século XVIII, ilustrado com obras que vão estar em exposição.

"Decidimos participar porque consideramos que a arte portuguesa e a nossa história são muito pouco conhecidas ao nível da Europa. Há um desconhecimento total de quem nós somos, de quem nós fomos. Vamos tentar fazer o percurso todo dos Descobrimentos até ao Japão, com peças originárias de África, Índia, Ceilão, China e Japão", contou à agência Lusa o galerista Mário Roque.

A epopeia marítima de Portugal vai estar ilustrada, por exemplo, com uma escultura indoportuguesa de marfim de um Bom Pastor do século XVII, um cofre de madrepérola, tartaruga e prata de Guzerate, na Índia, de fins do século XVI, um paramenteiro indo-português e faianças portuguesas do século XVI de influência oriental.

Esta é a primeira vez que a galeria São Roque participa com um pavilhão individual na bienal, depois de, no ano passado, ter apresentado algumas peças no da Galerie Mendes, com a qual coorganizou uma exposição sobre faiança portuguesa do século XVII, entre novembro e janeiro.

A arte da Expansão Portuguesa também vai estar em destaque no 'stand' da galeria AR PAB, que vai apresentar "entre 50 a 70 peças", nomeadamente um contador namban, do Japão, de grandes dimensões e um conjunto de 11 peças de madrepérola de Guzerate de finais do século XVI, entre pratos, saleiros, uma naveta, taças e búzios montados.

Há, ainda, contadores indo-portugueses, esculturas em marfim, estatuária religiosa, peças de porcelana da China, peças de arte de Ceilão, de África, "um pouco de tudo aquilo que os portugueses encomendaram pelo mundo" nos séculos XVI e XVII, de acordo com o galerista Álvaro Roquette.

"Para nós, a importância é mostrar ao público internacional aquilo que melhor se fez para Portugal nos séculos XVI e XVII. A nossa especialidade é a arte da Expansão Portuguesa, encomendas que os portugueses fizeram nos países onde foram fazendo trocas comerciais. Obviamente, há uma parte comercial, mas o mais importante é mostrarmos aquilo que Portugal tem de melhor", continuou Álvaro Roquette.

Esta é a segunda vez que a galeria AR PAB participa na bienal, depois de, no ano passado, ter tido uma presença que "correu bem do ponto de vista económico e de contactos", e que ganhou visibilidade com a venda de um contador indo-português para o Museu Guimet de Paris, "a primeira peça de arte indo-portuguesa que entra no museu Guimet".

A Galeria Mendes vai expor, por sua vez, um desenho de Amadeo de Souza-Cardoso, um desenho de António Carneiro e outro de Domingos Sequeira, ainda que a tónica deste ano seja a pintura italiana e francesa do século XVII ao XIX.

"É uma das maiores feiras do mundo e é para ter uma visibilidade internacional. Desta vez, decidi voltar aos meus primeiros amores: pintura italiana e francesa do século XVII ao século XIX", afirmou à Lusa Philippe Mendes, o português que doou um quadro de Josefa de Óbidos ao Louvre, sublinhando que "vai haver sempre um toque português".

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